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domingo, 27 de novembro de 2011

Olha só quem voltou!

Ele. Sim, ao fim deste tempo todo voltou. Cheio de falinhas mansas, muito simpático, super amoroso - tanto que até custa a acreditar que é ele. Parece que ele e a namorada terminaram. "Uma relação com muita pressão"- diz ele - na qual "não era feliz". Diz também que agora está com um trauma. Eu ri-me por dentro. São coisas da vida, meu amigo. Não há nada que o tempo não cure, disse-lhe eu, tendo plena consciência que lhe estava a mentir. O tempo não curou a ferida que ele me deixou. O tempo não apagou o sentimento que nutria por ele. Não, o tempo não cura tudo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

I'm (not) sexy and I know it!

Nunca fui uma miúda sexy. Nem nunca soube aprender a sê-lo. Há aquelas mulheres que têm sensualidade a correr-lhes nas veias, que transpiram sensualidade, que são sensuais ao acordar e ao adormecer. Depois há aquelas que não o sendo naturalmente, aprendem, e desempenham esse papel de forma verdadeiramente profissional, quais actrizes de Hollywood. E depois há as outras - nas quais eu me encaixo - que simplesmente não são nem sabem ser sensuais.
Sempre fui meia trapalhona, meia desengonçada. E não sei se por timidez, insegurança ou mesmo por falta de jeito, nunca "deixei" que esta minha faceta - a de mulher sensual (há quem diga que todas as mulheres a têm) - se desenvolvesse.
Lembro-me perfeitamente de há para aí dos Verões atrás estar numa festa a falar com um rapaz. Um rapaz que eu conheço há anos, giríssimo e que, apesar de nunca se ter passado nada entre nós, todos os anos rola um clima super especial. Então estava eu na conversa com ele, já os dois meios com os copos, imagino, falando acerca de qualquer coisa que eu agora não me recordo. E estava uma amiga minha (cinco anos mais velha do que eu) a observar-me. Quando a conversa acabou e cada um foi para seu lado, ela vem ter comigo e diz-me: "Leonor, tu não sabes falar um rapaz.". E com "rapaz" ela não queria dizer qualquer elemento do sexo masculino, mas sim com um ou outro mais específico com quem rolava o tal clima. E eu, espantadíssima, perguntei-lhe porque é que ela dizia tal coisa e ela disse: "Tu estavas a falar com ele como estás neste momento a falar comigo.". Na altura fingi que percebi, engoli aquilo e não toquei mais no assunto (acho que fiquei com o orgulho um bocadinho ferido). Só depois é que percebi que o que me faltava era a tal sensualidade. Nos gestos, nas palavras, em toda a linguagem corporal.
Nunca senti muito a falta dessa tal sensualidade que, ao que consta, não tenho. Ao que parece, todos os que se interessaram por mim foi por outros motivos que não a minha "arte de seduzir". E sim, também é bem verdade que - por sorte ou por azar - a seduzida fui sempre eu, a corte foi-me sempre feita a mim. Só agora, pela primeira vez na vida, sinto que a sensualidade me poderia dar jeito. Agora que, estranha e inconscientemente, interiorizei um objectivo que é precisamente o de seduzir alguém. O problema é que não faço a menor ideia de como o fazer e acho que já é um bocadinho tarde demais para aprender. Não sei ser sexy.

domingo, 31 de julho de 2011

Dois anos depois


Acho que o dia 31 de Julho vai ser sempre uma data marcante para mim. O tempo apaga muita coisa, mas não apaga tudo. Já aqui contei a nossa história, já contei como tudo começou.
O tempo passou. Parece que foi ontem, mas já passaram dois anos. Mudei muito desde essa altura, vivi muito, pensei muito. Cresci. E dois anos depois, posso dizer que só resta a saudade. A mágoa, o ressentimento, o rancor, a raiva, o ódio... desapareceram! Por completo. Ficou a saudade. E uma vontade estranha de o ver novamente. Dois anos depois.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Nunca tive coragem.

Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe uma mensagem a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes e flores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho.
Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo.


Margarida Rebelo Pinto

terça-feira, 26 de abril de 2011

"Qué passa?"

Basicamente tenho andado a deprimir nos últimos dias. Assim tipo de manhã à noite. Porquê? Por tudo e por nada. Pelas recordações dele que voltaram em força recentemente. Por ontem me ter desiludido com uma pessoa que afinal significa mais para mim do que aquilo que eu pensava. Por estar sozinha em casa. Porque às vezes não consigo perceber o porquê da vida ser injusta. E neste ponto não falo do meu caso concreto.
Há fantasmas que precisam de ser exorcizados urgentemente.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Dia dos Namorados

Antecipo já o meu texto, porque hoje tenho a serenidade e o tempo de que preciso para o escrever. Este ano o sentimento é diferente. Especialmente diferente daquele que me atormentava no ano passado.
Acho o Dia dos Namorados perfeitamente ridículo. E não quero com isto ofender ninguém. É só a minha opinião, que pouco ou nada vale para a maioria dos mortais, mas que muito vale para mim, precisamente por isso - por ser minha. E esta minha opinião foi mudando ao longo dos anos. Quando era mais miúda adorava este dia. Na escola havia um "correio sentimental" que ia às salas de aula distribuir as cartas por toda a gente. E não eram só cartas de namorados ou apaixonados, eram também cartas de amigos, o que fazia com que toda a gente recebesse pelo menos uma. A escola era toda decorada a rigor e o dia era muito bem passado. Mais tarde, já noutra escola, as coisas passavam-se doutra maneira. Nós, as meninas, fazíamos um sorteio e a cada uma calhava oferecer uma rosa a outra, no tão aclamado dia. Éramos uma verdadeira love generation. Entretanto, com os desgostos que a vida vai trazendo, fui-me tornando uma pessoa mais amarga. Odiava o Dia de São Valentim porque tinha inveja dos que tinham um namorado ou alguém com quem trocar as típicas prendinhas. Ficava deprimida, chorava, esperneava e achava que tinha o mundo todo contra mim.
Hoje em dia, sendo um bocadinho mais crescida, vejo a coisa de uma forma um bocadinho mais racional. Considero este dia uma verdadeira futilidade. As lojas, os restaurantes, os hotéis aproveitam-se dos apaixonados para lhes extorquir dinheiro. Toda a gente sabe disso, mas fingem não saber enquanto continuam a cair conscientemente na mesma aldrabice pegada. Uma arte de empobrecer alegremente, já alguém dizia. Mas o que eu acho mesmo é que, para quem ama, o dia dos namorados é todos os dias. Ou no Dia dos Namorados, só por ter esse nome, amamos mais um bocadinho a pessoa que temos ao nosso lado? Não me parece. Muito sinceramente, acho que têm mais valor aqueles gestos inesperados do dia a dia - como roubar uma flor de um jardim ou deixar um bilhetinho simpático na mesinha de cabeceira - do que qualquer uma das extravagancias do Dia dos Namorados que, apesar de extravagantes, acabam sempre por ser um bocadinho previsíveis.
Sou uma pessoa romântica, mas dentro dos parâmetros normais. Não sou fria nem pretendo transparecer essa ideia. Se calhar este ano, neste dia, tenho esta opinião, muito simplesmente porque, pela primeira vez em muito muito tempo, me sinto realmente realizada, estando sozinha. Aprendi a viver bem comigo mesma, a ficar feliz pelas minhas próprias vitórias. E gosto disso. Gosto de saber que dependo de mim e só de mim, que não tenho que mudar para agradar ninguém a não ser eu própria. E sim, sou feliz assim. Sinto-me feliz sozinha e nunca o tinha sentido antes. Se entretanto ele - o amor - me bater à porta, porque não abri-la? Até lá continuarei assim: feliz. Ou pelo menos trabalharei todos os dias nesse sentido.
Portanto, pessoas solteiras deste mundo, façam-me um favor: não deprimam amanhã, sim? Vão ver que não é assim tão difícil. Feliz dia, para todos!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dois


O Barulho da Chuva completou no passado dia 4 do presente mês DOIS anos de existência. Dois anos de desabafos, confissões, declarações e opiniões. Dois anos de coisas sem sentido e de outras cheias de eles. Enfim, dois anos de vida. Eu vou continuar por cá. Pelo menos por enquanto. Obrigada por tudo.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Happy New Year!


Parece que é unânime - 2010 teve mais contras do que prós. A crise foi global e, no meu caso particular, 2010 foi um ano de aprendizagem e crescimento. Se houve ano que mudou a minha vida, foi sem dúvida este que está agora a terminar. E uma coisa é certa, foi um ano tudo menos monótono.
Feliz ou infelizmente, sou uma pessoa totalmente diferente daquela que era no início deste 2010. Grande parte do meu lado ingénuo e inocente ficou para trás. Aprendi muito com os meus erros e com as minha desilusões. Aprendi que, nesta vida, não podemos dar nada como garantido. Aquilo que é nosso hoje muito provavelmente não o será para sempre. Graças a essa conclusão, cresci. Aprendi a superar as adversidades de uma outra forma. Aprendi a levantar-me, por mais dolorosa que tivesse sido a queda. Foi, sem sombra de dúvidas, uma lição para a vida.
Os meus objectivos mudaram, algumas das minhas crenças também. A minha própria forma de ver vida alterou-se de forma significativa. Não sou a mesma. Mas é isto que o passar do tempo tem de bom - muda-nos. E vai deixando marcas, cicatrizes, recordações boas e más, que nos tornam pessoas maiores, mais crescidas, mais audazes, com mais vivências, com mais histórias para contar. 2010 não foi fácil, não! Mas eu consegui ultrapassá-lo e, mais que isso, consegui vivê-lo. E devo sentir-me orgulhosa por isso. Até porque nem tudo foi mau. Tive (tenho) grandes pessoas ao meu redor, a quem devo muito. Com essas pessoas, passei grandes momentos. Graças a essas pessoas, tive (quase) sempre um ombro amigo onde pude chorar à vontade sem vergonhas ou pudores. Essa pessoas vão ficar para sempre comigo, mesmo que um dia se vão embora. Porque fazem parte de mim.
Os astros dizem que novo ano vai ser dos melhores de sempre, como forma de compensação para este que está agora a findar. Só coisas boas: trabalho e dinheiro no seu auge, saúde estável e consta que o homem ideal está por aí a rondar - esta última parte é que eu dispensava (estou tão bem sozinha!), mas pronto, não se pode ter tudo.
Espero, sinceramente, e desejo com todas as minhas forças que 2011 seja melhor em tudo. Mas mesmo que não seja, eu estarei cá para o viver. Quanto a vocês, desejo-vos o melhor que a vida vos possa oferecer. E ainda acredito que, todos juntos, podemos (re)construir um mundo melhor. Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010

A pessoa em quem mais pensei
Ele

A pessoa com quem passei mais tempo


A pessoa que mais me surpreendeu
Lu

A pessoa que mais me desiludiu
Ele (e eu, que as verdades são para serem ditas)

A pessoa que mais esteve comigo quando eu mais precisei
Lu

A pessoa que eu mais queria ao meu lado quando eu mais precisei
V.

A pessoa que eu mais gostei de conhecer
Lúcia

A pessoa que eu mais gostei de conhecer melhor
Telma

A pessoa com quem eu mais aprendi
Pai

A pessoa que mais conselhos me deu
Ju

A pessoa que mais me fez pensar sobre a vida
Mariana

A pessoa que mais me fez rir
Ju

A pessoa que mais me fez sorrir
Ele

A pessoa com quem troquei mais mensagens
Ju

A pessoa com quem passei mais tempo ao telefone
Rui

As pessoa com quem me diverti mais
Amigas 4ever

A pessoa que mais aturou as minhas crises
Lu

A pessoa mais parecida comigo
Mafalda

A pessoa a quem eu fiquei a dever alguma atenção
Vera

A pessoa de quem eu mais falei
Ele

A pessoa com quem eu mais falei
Ju

A pessoa com quem fui mais injusta
Mãe

Aquilo que me deu mais dores de cabeça
Faculdade

Aquilo que mais me fez feliz
Nascimento da afilhada

Aquilo que me deixou mais desolada
Noticias do pai

Os melhores momentos foram passados com
Ele e amigos em geral

Os sítios
Algarve e a quinta

Os eventos
Queima das Fitas e S. Paio

O melhor mês
Agosto

O pior mês
Março

Os cafés
Triângulo e Piolho

Os bares
Bicalho, Armazém do Chá e Plano B

A discoteca
Via Rápida

A Faculdade
FPCEUP (apesar de tudo, é a minha)

Os 3 filmes
Closer
A Esperança Está Onde Menos Se Espera
Contraluz

As músicas
Natiruts – Sorri sou rei
Nicolaj Grandjean – Heroes and Saints
Os Azeitonas – Anda Comigo Ver os Aviões
Damien Rice – The Blower’s Daughter
Marcelo D2 – Dor de Verdade
The Black Eyed Peas – I Gotta Feeling
Pacman – Lábios de Vinho
Xutos e Pontapés – Para Sempre
Bezegol – Rude Sentido
Pearl Jam – Just Breathe
David Fonseca – A Cry 4 Love


Nota: Importante referir que a pessoa mais chatinha de 2010 foi a Telma (e as suas "festinhas" no joelho) :b

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Agitação

A minha vida tem andado uma agitação que só vista.
O jantar com o pessoal do secundário correu muito bem, o que me leva a crer que, realmente há coisas que nunca mudam. A única coisa negativa foi que, devido às baixas temperaturas que se fizeram sentir, fiquei doente. E como fiquei cheia de febre não pude ir trabalhar como era suposto, o que gerou uma enorme confusão. Mas sobre isso nem vale a pena falar. Já me chateei o suficiente ontem e o assunto ficou mais que morto e enterrado.
Entretanto amanhã é Natal. O tempo voa. De salientar que eu ainda não estudei absolutamente nada para os exames. Parece que as minhas previsões de iniciar o estudo só no dia 26 se vão realizar. Relativamente à passagem de ano, ainda não sei o que vou fazer. Estou a viver um dilema muito grande. Ok, menos drama! Acontece que, ao contrário dos anos anteriores, este tenho montes de propostas. Todas elas diferentes e igualmente tentadoras. Tenho que me decidir rapidamente. O problema principal reside na falta de dinheiro. Grr, como eu gostava de ser milionária!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Christmas is all around #3



Last Christmas, I gave you my heart
But the very next day, You gave it away
This year, to save me from tears
I'll give it to someone special

Once bitten and twice shy
I keep my distance but you still catch my eye
Tell me baby do you recognise me?
Well it's been a year, it doesn't surprise me

"Merry Christmas!" - I wrapped it up and sent it
With a note saying "I Love You" I meant it
Now I know what a fool I've been
But if you kissed me now I know you'd fool me again

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Da Weasel

Ao fim de 17 anos, é anunciado o fim desta grande banda.
Comecei a ouvi-los muito cedo, por intermédio da minha irmã, ainda eram eles (quase) apenas uma banda de garagem. Ao longo dos anos foram ganhando sucesso e, consequentemente, foram-se tornando mais comerciais. Fizeram muitos trabalhos. Uns melhores, outros piores, é certo. Mas, de uma forma geral gostei muito de quase tudo. O ponto forte deles era, sem dúvida, os concertos ao vivo. Infelizmente, só os vi duas vezes, mas foi a melhor banda que vi ao vivo. Não desiludem nada, muito pelo contrário. Lembro-me perfeitamente do primeiro concerto que vi deles. Andava eu no 10º ano e fui, de propósito, à (grande) Queima das Fitas do Porto para os ver. Era uma quinta-feira e tive que mentir à minha mãe, dizendo que ia para casa de uma amiga fazer um trabalho de grupo e que ficava lá a dormir. Foi a única vez que menti à minha mãe para sair à noite. E lá fomos nós, três badamecas de 16 anos ver os Da Weasel à Queima. O concerto foi lindo. Fomos de directa para as aulas e passamos dias e dias a cantarolar as míticas músicas deles. No ano seguinte, nessa mesma Queima, voltei a vê-los e voltei a amar.
Agora, no final, não consigo deixar de sentir uma tristeza considerável. Tenho esperanças que, daqui a algum tempo, eles se voltem a reunir ou, no mínimo, que façam uma tournée de despedida. Os fãs merecem!


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Está oficialmente aberta a época dos balanços

(clicar na imagem para ver melhor)

E nada melhor do que contar com uma ajudinha do Facebook. Esta aplicação permite ver todos (ou quase todos) os status desde o inicio de 2010. É engraçado ver como as coisas oscilam. Experimentem!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Viver

Já não é igual. Ainda penso nele todos os dias, mas já não é a mesma coisa. Agora é de uma forma diferente. Ele marcou-me muito, por isso nunca será uma daquelas pessoas que entrou e saiu da minha vida como se nada fosse. Não. Ele foi importante. E não foi por acaso que ficou comigo, em mim durante tanto tempo. Às vezes é preciso lutares, sofreres, caíres, seres pisada, levantares-te, voltares a cair, seres espezinhada... para chegares à conclusão de que afinal estavas a lutar por uma causa perdida. Às vezes, por mais que queiras, não nada que possas fazer para alterar os factos. E, de facto, ele seguiu em frente. Eu estagnei durante meses mas ele segui em frente. Eu esperei mas mesmo assim ele não quis voltar atrás. E chega um momento em que te apercebes de que tens que dizer Chega!. A vida não para. Pelo contrário, corre. E está a correr à velocidade da luz, a passar-te ao lado. Nesse momento acordas, abres os olhos e, finalmente, vives.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Gosto muito

14 a 20 de Novembro, mudem a vossa foto de perfil por uma imagem de banda desenhada ou bonecos da vossa infância e convidem os vossos amigos a fazer o mesmo. O objectivo do jogo? Não ver nenhuma cara no facebook mas uma verdadeira invasão de lembranças de infância. A ideia é do Jornalista da RTP João Tomé de Carvalho.


Claro que a minha escolha foi esta:

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pai

Falei muitas vezes com ele sobre o meu pai. E ele dizia-me "tens muito orgulho nele, não tens?". Tenho. Ele dizia que se notava um brilho especial nos meus olhos sempre que falava do meu pai. Era impossível esconder o forte sentimento que sempre nutri por ele.
O meu pai é talvez a pessoa com quem partilho mais paixões. Somos muito parecidos e, apesar disso, sempre nos demos muito bem. O meu pai sempre foi o meu porto de abrigo. Sempre que precisava de fugir, ia refugiar-me na quinta, com ele. Com o meu pai sempre me senti segura, como se todos os problemas do mundo fossem incapazes de trespassar aquela barreira. A barreira que separa o banal do imprescindível.
Não o posso perder.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Há um ano foi assim...

(...) E assim marcámos o nosso segundo encontro. Eu sabia que te queria, mas também sabia das implicações graves que isso me traria. Era domingo, noite de serenata. Voltamos a andar muito, mas desta vez por não haver nenhum sitio aberto perto de minha casa. O nervoso já era mais miudinho, mas as borboletas continuavam a voar na minha barriga. Falamos sobre muita coisa. Desta vez falamos menos sobre nós, sobre as minhas dúvidas. Voltámos a percorrer o mesmo caminho. Deixaste-me à porta de casa. Disseste: "é agora que me vais dar o tal abraço?". Eu abracei-te. Sussurraste-me ao ouvido "Não tens nada para me dizer?". "Eu disse que só dizia se tu dissesses primeiro." "O quê? Que gostas de mim?". "Sim...". "Sim o quê?". "Gosto de ti.". "Gostas?". E beijaste-me. E eu perdi o chão. Fiquei sem saber o que pensar. Pedi-te que não contasses a ninguém. Compreendeste. Foste embora. Entrei em casa e sentei-me no chão, encostada à porta. E pensei no que tinha acabado de acontecer e que aquele beijo, apesar de parecer tão inocente e insignificante, tinha por trás dele um grande presságio.
A partir dessa noite mudou muita coisa na minha vida. Eu tomei uma decisão e tu prometeste que eu não me iria arrepender. Eu acreditei. A partir dessa noite fria de Outubro eu tornei-me uma pessoa diferente. Por isso te digo, aqui e agora, ao som da chuva e desta música que, a partir daquela noite, todos os meses são Outubro e que eu te amo, todos os dias.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

13 de Outubro

O tempo voa. O tempo voa e muita coisa muda, inevitavelmente. Há um ano atrás tivemos o nosso primeiro encontro. Estava sol e eu tinha borboletas na barriga.
Hoje, um ano mais tarde, ele está longe e eu continuo aqui... À espera que um milagre aconteça. Não, o tempo não volta atrás. Nem pára, nem espera.

domingo, 10 de outubro de 2010

Reflexo

Inspiração dos meus sonhos não quero acordar
Quero ficar só contigo, não vou poder voar,
Para quê parar para reflectir se meu reflexo é você?
Aprendendo uma só vida, compartilhando prazer.

Por que parece que na hora eu não vou aguentar,
Se eu sempre tive força e nunca parei de lutar?
Como no filme, no final tudo vai dar certo.
Quem foi que disse que para estar junto precisa estar perto?

Pensa em mim que eu estou pensando em você
E me diz o que eu quero te dizer
Vem para cá, para ver que juntos estamos e te falar
Mais uma vez que te amo

O tempo que passamos juntos vai ficar para sempre,
Intimidades, brincadeiras, só a gente entende.
Para quem fala que namorar é perder tempo eu digo:
Há muito tempo eu não crescia o que eu cresci contigo.

Juntos no balanço da rede, sob o céu estrelado,
O tempo pára quando estou do seu lado.
A noite chega eu fecho os olhos e é você que eu vejo,
Como eu queria estar contigo eu paro e faço um desejo:

Pensa em mim que eu estou pensando em você
E me diz o que eu quero te dizer
Vem para cá, para ver que juntos estamos e te falar
Mais uma vez que te amo

sábado, 9 de outubro de 2010

John Lennon

Se estivesse vivo, completaria hoje 70 anos.

Tirei estas fotografias na Portobello Road, Londres, há mais ou menos um ano. No momento em que reparei neste músico e na sua voz incrível, apaixonei-me. Não sei bem o porquê de as nunca ter publicado, mas tenho a certeza que este é momento mais oportuno para o fazer. A música tem uma mensagem fortíssima. Agora, imaginem...