As que já aconteceram foram muito difíceis. É tão estranho e, ao mesmo tempo, tão fantástico que em tão pouco tempo se criem laços tão fortes entre pessoas tão diferentes. Mas a verdade é que isto acontece e aconteceu connosco. E agora que, para alguns, é o fim, custa muito. Não quero acreditar que daqui a uma semana já não vou estar aqui. Não consigo. Não posso. Sinto-me triste, melancólica. As pessoas abraçam-me e pedem-me para ficar. E eu não quero ir embora.
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Fim
E cá estou eu, no último dia do ano, a sentir-me cansada, desiludida e com o pressentimento muito forte de que algo de mal vai acontecer. Sim, pode ser só uma estupidez, mas é o que sinto neste momento.
Independentemente disso, 2011, para mim, não foi um ano assim tão mau. Começou em grande, com copos, música e amigos. Depois, algumas previsões astrológicas não muito positivas, com as quais resolvi aprender a lidar - o que tiver que ser, será.
Janeiro teve exames da faculdade (que correram especialmente bem), teve a operação do meu pai (que também correu bem), teve a partida dele para longe, sem ninguém saber se regressava.
Fevereiro chegou e com ele mais exames, mais stress. O meu querido Blogue completou dois anos. Dia 14, Dia dos Namorados e uma visão totalmente diferente da que sempre tive em relação a esse dia. E foi em Fevereiro que coloquei em prática algo em que já há muito andava a pensar e que viria a mudar totalmente a minha vida: fazer Erasmus.
Março, mês do Carnaval. E que Carnaval, senhores! Um dos melhores de sempre, sem dúvida. E depois, uma noticia importante e com a qual fiquei muito feliz. Destino de Eramus? Granada, a minha primeira opção. Uma ameaça de tsunami no Chile e muita preocupação com a minha irmã que lá estava retida. Momentos tristes por ver o meu pai e a minha irmã de costas voltadas. Dia 28, fiz vinte anos e com eles veio a promessa de uma festa de arromba para os festejar.
Abril trouxe a dita festa que foi, efectivamente, de arromba. Comecei a ter aulas de condução e, uns dias depois, passei no exame de Código. De repente, saudades dele. O casamento do William e da Kate que quase me fez voltar a acreditar nos contos de fadas.
Maio - o mês académico por excelência - trouxe as Queimas das Fitas e os Enterros das Gatas. Muita animação, muitos amigos e, surpreendentemente, a perspectiva de um novo amor. Uma música dedicada e um dos melhores concertos da minha vida. Por outro lado, a guerra dentro da minha própria família continuava, o que me ia deixando aos poucos sem forças para nada. F.C.P. Campeão - orgulho. Uma viagem para o Algarve e momentos passados com pessoas que jamais esquecerei.
Junho veio com calor e, graças a ele, pouca vontade para estudar. Exames, trabalhos, stress. O desespero pelas férias que tardavam em chegar.
Julho começou com alguma desilusão. O sabor amargo do cansaço. Finalmente chegaram as férias. Descanso, filmes e saídas. Praia, piscina, calor e muito sol. O meu pai mal e eu preocupada com ele. Última semana passada no Algarve, com elas, que me soube muito bem. Dia 31 e passaram dois anos desde que o conheci.
Agosto, como sempre, é sinónimo de mais Algarve. Este ano com mais peripécias ainda. A facada nas costas de uma daquelas que eu julgava ser uma das minhas melhores amigas e uma das melhores pessoas que eu conhecia. A dor, a revolta, a desilusão. Exame de condução e a carta ainda não me ficou nas mãos. Mais calor, mais praia, mais amigos, mais dolce fare niente.
Setembro foi um mês de mudança. O medo da partida. A ansiedade. As despedidas. No meio disso tudo, novo exame de condução e, desta vez, com direito à carta na minha mão. Dia 23 saí do Porto com lágrimas a correrem-me pelo rosto. Dia 24 cheguei a Granada. A surpresa. O nervosismo. As perspectivas. A esperança.
Outubro e o amor por Granada a crescer exponencialmente. As amizades que se foram criando. Saudades de casa, claro. Surpresas. Uma delas muito negativa que mudou, para sempre, a minha relação com uma pessoa que me era muito próxima.
Novembro e o "quero ficar a viver em Granada para sempre". A paixão pelo Erasmus e a certeza de que foi a melhor decisão que tomei na vida. Um sentimento estranho que me invadiu. Uma pessoa que mexeu comigo. Vindo do nada, ele reaparece na minha vida. Confusão de sentimentos.
Finalmente, Dezembro. A dúvida: "existe vida após Erasmus?". As amizades cada vez mais fortes. Laços que não se quebrarão nunca, seguramente. Uma loucura cometida numa noite de copos. O medo, o arrependimento, a vergonha. Depois, a conversa e o alivio. A visita de cinco amigos muito queridos e do meu ainda mais querido pai. A vontade de ficar em Granada mais um semestre. A tentativa. A espera e a ansiedade pela resposta. O regresso a casa, passados três meses. Matar saudades. O Natal. A família. O reencontro com ele. Um sentimento que nunca morreu.
Agora chega o fim mais um ano. Um ano cheio de vida. cheio de pessoas, de novas amizades, de outras que se mantiveram e outras que chegaram ao fim. Um ano caracterizado pela mudança, pela superação. A melhor experiência da minha vida.
Apesar de neste momento me sentir assim estranha (não estou triste... talvez melancólica seja uma melhor palavra), quero começar 2012 com esperança.
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Ausência
Pois é verdade, tenho andado desaparecida. Tudo porque, como tive que deixar o meu computador e Granada, agora tenho que andar sempre dependente das outras pessoas para poder vir à net. E quando venho é tão rápido que só dá para ir cuscar as novidades do facebook e pouco mais (shame on me, I know!).
Agora estou na minha santa terrinha. Já tinha saudades. Ontem estive com o meu pessoal daqui, mas foi estranho. Não me senti uma parte integrante daquele grupo, como sempre me senti. Se calhar foi só impressão minha, se calhar não foi. Não sei. Só sei que foi diferente do habitual. Claro que em casa, na minha casa, como o meu pai, me sinto melhor do que nunca.
Amanhã volto para o Porto.
Agora estou na minha santa terrinha. Já tinha saudades. Ontem estive com o meu pessoal daqui, mas foi estranho. Não me senti uma parte integrante daquele grupo, como sempre me senti. Se calhar foi só impressão minha, se calhar não foi. Não sei. Só sei que foi diferente do habitual. Claro que em casa, na minha casa, como o meu pai, me sinto melhor do que nunca.
Amanhã volto para o Porto.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Planos
Agora que regressei, já tenho montes de coisas planeadas para os próximos dias. Aliás, começo já pela noite de hoje. Vou ao Rivoli ver o Mário (irmão da Joana) a actuar.
Amanhã tenho o tradicional jantar de Natal com os meus amigos do secundário, seguido de uma noite de muita borga. E depois andarei dividida entre cafezinhos com toda a gente para matar saudades, entre troca de prendas e de novidades.
Das surpresas
Além da minha mãe, a Luísa foi também hoje esperar-me ao aeroporto. Fiquei tão contente por vê-la que não contive as lágrimas. Ela foi, sem dúvida, a pessoa que se manteve mais perto de mim - apesar de toda a distância - e, ao mesmo tempo, a minha amiga de quem senti mais falta.
Tenho muita sorte em tê-la na minha vida!
Volver
Pois que voltei para casa, é verdade. Ao fim de cinco horas e meia de viagem de autocarro mais cinquenta minutos de viagem de avião cheguei, finalmente, ao Porto.
Tinha saudades de casa, é verdade. Mas estava tão bem lá em Granada... Agora que estou aqui não consigo deixar de pensar nos meus amigos "granainos", na minha família ERASMUS, nas pessoas que fizeram destes últimos três meses os melhores da minha vida.
Vou sentir muito a falta deles. Em Janeiro logo nos encontramos para trocarmos novidades e voltarmos à vida loca de Granada. Até lá, resta-me aproveitar o bom de estar no meu lar, com as minhas pessoas. Sim, também sabe bem regressar ao que é nosso.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Noites
Hoje, como em todas as quintas-feiras, é noite de samba. Mas hoje, ao contrário de todas as quintas-feiras, para mim é noite de ficar em casa. A Joana faz anos à meia-noite e eu não posso deixar de estar com ela nesse momento. Apesar de tudo, ela é uma pessoa importante e merece-o. Não podia ser de outra maneira.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Um conselho
Se quiserem fazer Erasmus, não vão com um/uma amigo/amiga. Ou, pelo menos, não viver com ele/ela. É que às vezes as pessoas revelam-se bem diferentes do que aquilo que vocês julgavam. Então mais vale manterem a opinião que tinham e pode ser que, assim, não se destrua nenhuma amizade.
É só um conselho.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Das coisas boas da vida
Na quinta-feira de madrugada chegaram cá a Granada cinco amigos meus. E que giro que foi estarmos nós a chegar da noite e eles a chegarem de Portugal - bem, na verdade, eles chegaram a nossa casa primeiro que nós. Agora imaginem o estado em que ficou a nossa casa que está, quase sempre, minimamente arrumada - somos só três meninas - com a presença de cinco gandulos. Era ver roupa espalhada por todo o lado, maços de cigarros, garrafas vazias, cartas espalhadas pelo chão, a cozinha que parecia o cenário da terceira guerra mundial... Enfim, o caos instalou-se na nossa casa, mas foi muito bom te-los cá. Ficaram até domingo e conseguiram conhecer o essencial tanto de noite como de dia. E que loucas foram as nossas noites! Eles ficaram fascinados com esta cidade. Quem não ficaria, não é verdade?
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domingo, 4 de dezembro de 2011
Das surpresas
Este fim-de-semana preparei uma surpresa para a Joana (uma das meninas que compartilha casa comigo cá em Granada). Duas das melhores amigas dela estão a fazer Erasmus em Sevilha e, ao fim de algumas mensagens do facebook, decidiu-se que elas vinham cá passar este fim-de-semana, com o objectivo, então de surpreender a Joana. E assim foi. Sexta-feira à hora do jantar la as fui buscar à estação de autocarros e depois apareci com elas em casa. Deixei-as à porta. Entrei e a Joana estranhou logo o facto de me ver ali, porque eu tinha dito que ia jantar fora. Disse-lhe para ela ir abrir a porta. A reacção dela foi linda. Até fiquei emocionada.
Passou-se o fim-de-semana e elas tiveram que voltar para Sevilha. Depois de as ir levar à estação, a Joana veio agradecer-me a surpresa. Não precisava. A felicidade estampada na cara dela valeu mais do que qualquer agradecimento.
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sábado, 3 de dezembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Granada me encanta
Estou oficialmente apaixonada. Por Granada, atenção! Isto é simplesmente magnifico e todas as pessoas deviam ter a oportunidade de viver o que eu estou a viver. Fazer Erasmus devia ser obrigatório!
Apesar da parte negativa - as saudades - vale muito a pena. Conhecem-se pessoas, sítios, mentalidades novas... É uma bela ocasião para abrir a mente, adoptar outros pontos de vista, ver a vida com outros olhos. E o espírito de Erasmus é único!
Hoje em dia, graças às novas tecnologias (God bless skype!) é possível manter contacto com todos aqueles que mais falta fazem. Ainda ontem estive quase uma hora na conversa com o meu pai. E que bom que foi! Até deu para contactar com duas das minhas cadelas e tudo :) E o facebook também tem sido muito útil para a divulgação das fotos - é sempre bom fazer inveja ao pessoal :b
Quanto a novidades... Ora bem... La Sierra ya está Nevada, ou seja já há neve na Serra Nevada e nós cá em casa temos vista privilegiada para lá. E no outro dia quase que também tivemos vista privilegiada para equipa do Barcelona, mas ficamo-nos mesmo pelo "quase", uma vez que tínhamos muita fome e pouca pachorra para estarmos à espera dos jogadores durante quatro horas à porta de um hotel. Se fosse pelo Mourinho eu até fazia o sacrifício, ou então talvez não! Entretanto já estamos matriculadas na Faculdade, o que significa que já somos oficialmente alunas da UGR. Algumas aulas são muito interessantes, outras nem tanto, mas isso é sempre assim, seja em que parte do mundo for. Ainda estamos um bocadinho perdidas, academicamente falando, mas aos poucos vamo-nos orientando. Já temos livros e hoje gastamos 35 euros em fotocópias! Sim, a história de que o pessoal de Erasmus tem a vida facilitada é mito. Pelo menos aqui, somos tratadas como qualquer outro aluno local.
Importante dizer também que a Joana, desde que chegou, tem sido um apoio imprescindível. Sinto que daqui vai nascer uma amizade para a vida e gosto muito disso :)
E pronto, por agora é tudo. Vou dando notícias. Besos muchos *
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
É já amanhã
E eu estou que nem posso com os nervos. Já chorei tanto, tanto, tanto! Nas despedidas então é impossível controlar-me. Custa muito saber que é a última vez nos próximos meses que vou ver estas pessoas, que vou sentir o abraço delas, que as vou olhar nos olhos. Parece um bocado ridículo, eu sei. Afinal são só cinco meses e, afinal, Granada não é assim tão longe.
Ontem despedi-me da minha avó materna que, coitadinha, escondeu a cara para que eu não a visse chorar. O meu pai veio hoje jantar comigo para nos despedirmos. Disse que gosta muito de mim, que vai sentir muito a minha falta e abraçou-me com muita força. E assim se passaram os meus últimos dias por terras lusas - entre despedidas, malas, compras de última hora, fotocópias de documentos importantes...
O tempo voa, realmente! Ainda ontem me estava a meter nesta grande aventura, a escolher o destino para onde queria ir, a assinar a minha inscrição e amanhã já estou de partida. Espero que corra tudo bem. Quero muito que assim seja! Rezem por mim, sim?
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Lindo
Lindo, lindo, mas mesmo lindo foi estar a dar estar música, a aparelhagem avariar por momentos, a música parar e ficarem para aí trinta pessoas abraçadas a cantarem-na alto, muito alto. Tocou-me no coração, mesmo :')
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Dos melhores do Mundo ♥
Tenho os melhores amigos do Mundo, definitivamente.
Com a aproximação da minha partida para Erasmus, achei que não podia ir sem me despedir daqueles que me são mais queridos. Por isso, resolvi organizar uma festinha. E com esta minha ideia estraguei os planos dos meus amigos, quer os do Porto quer os da terrinha. E porquê? Porque tanto uns como outros estavam a planear organizar-me festas/jantares surpresa. Que lindinhos, eu sei :')
Bem, o que interessa é que a festa correu maravilhosamente. Prepararam-me uma surpresa que muito me fez chorar. Projectaram imensas fotografias nossas, com uma dedicatória linda a acompanhar. E depois ainda me ofereceram um poster com algumas dessas fotografias para eu por na parede do meu futuro quarto. Sim, eles são mesmo os melhores do mundo! Rimos, choramos, dançamos, cantamos, brindamos a mim, a eles e à nossa amizade. Foi lindo!
Enfim, vou morrer de saudades! Das noites, das festas, das conversas, dos brindes, dos sorrisos, de rir até chorar, das mocas, dos cafézinhos nos sítios dos costume, do apoio, da força... Eles são tão importantes que não me imagino a passar cinco meses sem eles! Mas a vida é mesmo assim e tudo o que não nos mata torna-nos mais fortes. E quem sabe se a nossa amizade não estará ainda mais sólida quando eu voltar. Resta-me me esperar para ver.
A eles, aos Amigos, resta-me agradecer. Por tudo. Adoro-vos!
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Novidades
Ora bem, depois de respirar fundo e estando um bocadinho mais calma, sinto-me minimamente preparada para falar do que se tem passado na minha vida.
Começando pelas férias no Algarve... Tudo indicava que iam ser calminhas, chegando talvez ao patamar de entediantes. Mas, surpresa, não foram! Muito pelo contrário, foram cheias de peripécias. Contar tudo aqui é impossível. Mas posso dizer-vos que começando por amizades um pouco "estranhas", passando por um amor de verão que nunca (apesar de há anos mantermos um clima daqueles de tirar a respiração, com direito a trocas de olhares de fazer corar e a abracinhos de causar arrepios) chegou efectivamente a consumar-se, e acabando com um homem (de 31 anos e pai de um filho, mas lindo de morrer) que se "apaixonou" pela minha pessoa, estes 15 dias passados no Algarve tiveram um pouco de tudo. Até um gatinho adoptei, vejam lá!
Foram duas semanas muito bem passadas, foram sim senhor. Viagens de barco nocturnas com vista privilegiada para a bonita cidade de Tavira, fins de tarde com conversas muito agradáveis na companhia da bela da mini e noites loucas com muitas gargalhadas regadas por gins tónicos que acabavam invariavelmente com a visualização do nascer do sol mais bonito do mundo. Tardes de calor naquela praia que vai ser sempre minha, longos banhos naquele mar interminável que me faz sonhar com outros mundos tão diferentes do meu e cafés com gelo e sumos naturais servidos pelo empregado mais giro e mais simpático de sempre (que disse que eu o matava com o meu olhar). "Imperiais" a 80 cêntimos tiradas pelo velho Sr. Chico, ameijoas e canequinhas de cerveja gelada com vista para a Ria Formosa e bailaricos nas festinhas dos pescadores. Tudo isto e muito mais fizeram das duas primeiras semanas de Agosto 15 dias inesquecíveis. Claro que, como não há bela sem senão, não foram só coisas boas. Algumas intrigas ridículas (para as quais eu já não tenho a mínima paciência) quiseram dar o ar da sua graça, mas foram imediatamente abafadas por tudo o resto que foi tão bom.
Nestes 15 dias consegui abstrair-me quase a 100% de tudo o que me andava a atormentar. Vim de lá rejuvenescida, apesar de triste porque, afinal de contas, estas podem ter sido as minhas últimas férias neste paraíso que já me conhece há 19 anos.
Quando cheguei ao Porto, cansada da viagem e melancólica por aqueles dias terem passado a voar, rebentou a tal bomba. Se há coisa que eu valorizo nesta vida (e já o disse aqui muitas vezes) é a amizade. Não posso afirmar com certeza, mas acho que se calhar e dependendo obviamente de todo o contexto, seria capaz de perdoar uma traição de um homem. Agora a traição de um amigo, nunca! Porque não me entra na cabeça que um amigo possa trair outro. Afinal a amizade é tudo aquilo que a traição não é, certo? A amizade é sinceridade, honestidade, respeito. E a traição não é nada disso. Um amigo verdadeiro não trai, ponto final. E basicamente foi isto que me aconteceu: uma facada nas costas. Dada por uma "amiga" por quem eu era capaz de pôr as minhas mãos no fogo. Uma "amiga" a quem eu contava tudo, que sabia a minha vida, os meus problemas, que conhecia as minhas fraquezas. Uma "amiga" que tinha tudo de mim, toda a preocupação, todo o respeito, toda a Amizade. Que me traiu, que mentiu nos meus olhos, que brincou com os meus sentimentos. E, pior de tudo, podia ter evitado tudo isto. Mas, pura e simplesmente não o fez. Porquê? Por egoísmo. Foi uma grande desilusão. Doeu muito. Ainda dói.
Pensei em afastar-me das duas pessoas em causa por tempos indefinidos (sim, porque existe uma terceira pessoa envolvida), pensei que nunca na vida seria capaz de os encarar. Porque realmente doía muito. Mas agora decidi que não é nada disso que eu tenho que fazer. Tenho e vou aparecer à frente deles de cabeça erguida e com o meu melhor sorriso. Porque, apesar de eles me terem feito passar por otária, eu não tenho nada de que me envergonhar. Não fui eu que fiz asneiras aqui, não fui eu que deitei ao chão a minha dignidade. Foram eles. Foi ela, principalmente.
E assim ponho um ponto final nesta história, esperando sinceramente que ela não me volte a importunar nunca mais.
Entretanto tenho outras coisas com que me preocupar: a curto prazo o meu exame de condução (medo!) e a médio prazo a minha partida para Granada (Erasmus ai vou eu!).
E pronto, era "só" isto.
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sábado, 30 de julho de 2011
Ora muito bem
Estou viva. Sei que tive muito tempo sem dar sinal disso, mas foi por bons motivos, garanto-vos. Pois que voltei ontem dos Algarves. Tive um semana muito louca com a belíssima companhia das minhas meninas, na Oura, Albufeira. Passou a correr, é verdade. Mas foi tão bom! Muitas noites quentes, muitas tardes na praia, muitos e longos banhos de mar. Muitos amigos, muitas gargalhadas, muitos brindes. Muito sol, muito luar e muita amizade. Para mim foi também uma semana bastante turística uma vez que eu conheço muito pouco do Algarve. Conheço a zona de Tavira muito bem e pouco mais. Há 19 anos que passo lá férias, por isso nunca explorei muito do resto da costa algarvia. Este ano já aumentei o meu conhecimento nesse aspecto, acrescentando Faro, Albufeira e Portimão.
E pronto, já estou cheia de saudades da confusão típica que são as férias com amigos. Segunda-feira volto para o Algarve, mas desta vez com a família. Também tenho lá amigos, mas não é a mesma coisa.
All good things come to an end, não é? Para o ano há mais!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Dolce fare niente
Não tem sido exactamente assim, mas quase. Se não fossem os stresses da Carta de Condução e do Erasmus estaria a ter umas férias bem mais descansadas. 100% de descanso, que era o que eu precisava.
Mas também não está a ser mau. Pelo contrário. Tenho visto muitos filmes, tenho estado com o meu pai e com amigos muito queridos. Tenho dormido bem (que era coisa que já não acontecia há uns meses) e relaxado, dentro dos possíveis.
E amanhã: ALGARVEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! Umas semaninha com as minhas babes! Vai ser TÃO bom!
sexta-feira, 15 de julho de 2011
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