Estava no carro com o meu pai e com os meus tios. Íamos a casa de um grande amigo do meu pai e do meu tio, que fazia anos. (Fui arrastada para lá, como é óbvio, não tinha o menor interesse em ir a uma festa de 60 anos, menos ainda quando tinha gente da minha faixa etária à minha espera para tomar café!). Era de noite e eu, como pessoa desorientada que sou, estava distraída e já não sabia em que sítio da invicta é que estava. De repente, déjà vu! Estava na rua dele. Soltei um "já aqui estive, um dia...". O coração acelerou e fiquei com pele de galinha. Estacionámos o carro. Eu não sabia qual era a casa do amigo do meu pai, mas apercebi-me, à medida que nos íamos dirigindo para lá, que era no prédio dele. Subi as escadas a tremer e pensei mesmo que a qualquer momento ia cair para o lado. Tentei disfarçar. Quando entrámos na dita casa ela era igual à dele. Durante as duas horas e meia em que lá estive, senti-me desconfortável. Afinal eu estava ali, naquela casa que era exactamente igual àquela em que eu estive há mais de seis meses. Mas tão diferente. E, ainda que com mais de vinte pessoas lá dentro, tão vazia. (É assim que me sinto!).
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Nervosssssssss
E pronto, o dia pelo qual esperei durante grande parte da minha vida está, finalmente, a chegar. Vou ser operada aos olhos amanha e estou uma pilha de nervos. Desejem-me sorte, por favorzinho!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Das coisas boas da vida
Na quinta-feira de madrugada chegaram cá a Granada cinco amigos meus. E que giro que foi estarmos nós a chegar da noite e eles a chegarem de Portugal - bem, na verdade, eles chegaram a nossa casa primeiro que nós. Agora imaginem o estado em que ficou a nossa casa que está, quase sempre, minimamente arrumada - somos só três meninas - com a presença de cinco gandulos. Era ver roupa espalhada por todo o lado, maços de cigarros, garrafas vazias, cartas espalhadas pelo chão, a cozinha que parecia o cenário da terceira guerra mundial... Enfim, o caos instalou-se na nossa casa, mas foi muito bom te-los cá. Ficaram até domingo e conseguiram conhecer o essencial tanto de noite como de dia. E que loucas foram as nossas noites! Eles ficaram fascinados com esta cidade. Quem não ficaria, não é verdade?
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terça-feira, 29 de novembro de 2011
Enfermedad
Nos últimos dias tenho estado doente. Acho que já não ficava assim tão mal há muito tempo, pelo menos que me lembre. Ou então é o facto de estar longe de casa que agrava a situação. Mas enfim, a febre, as dores de garganta, de cabeça e todo o corpo, o nariz a pingar, os espirros e a tosse não me têm largado ultimamente. Tudo começou sexta-feira. Na quinta à noite apanhei frio e na sexta, quando acordei, sofri as consequências. Mas era só uma leve dor de garganta, portanto tomei um cházinho e, à noite, voltei a ir para a borga. Sábado voltei a acordar com a companhia da bela da constipação. Como tinha um botellon marcado para essa noite, resolvi ficar metida na cama o dia todo para mais tarde poder sair. E assim o fiz. À noite sentia-me muito melhor e lá fui eu. E que noite foi, minha gente! Que noite! Domingo é que tudo descambou. Acordei num estado lastimável, a arder em febre. Quase não conseguia abrir os olhos, doía-me o corpo ao ponto de me fazer chorar, doía-me a garganta ao ponto de não conseguir comer. Voltaren e benuron em doses cavalares mas que, ainda assim, não surtiram efeito. Passei o dia todo fechada no quarto, enfiada na cama, sozinha, com vontade de estar em casa e de ter a minha mãe ao meu lado. Ninguém me veio perguntar se estava bem, se precisava de alguma coisa. Ninguém veio verificar se eu estava viva ou morta. Ninguém. Nessa noite não dormi até às seis da manhã. E se não fosse ele a "distrair-me" com as suas mensagens, acho que tinha dado em louca. Passei muito mal, mas não acordei ninguém para me vir acudir. Ontem, segunda-feira, não fui às aulas. Voltei a passar o dia todo no quarto, sozinha. Sim, nunca me tinha sentido tão sozinha como me senti nos últimos dias. Só à noite a Joana me veio perguntar se eu queria ir hoje com ela ao hospital. Disse-lhe que não sabia, que dependia do estado em que acordasse hoje. A verdade é que acordei melhor, finalmente. Dormi bem, apesar de ter acordado cedo. Aproveitei para pôr parte do estudo em dia, para dar uma arrumação ao quarto e para tomar um bom banho. Pensava eu que estava bem melhor, a caminho da recuperação. E a verdade é que relativamente à gripe estou. Mas agora, vá-se lá saber porquê, sinto umas náuseas estranhissimas. Acho que só podem ser efeito na medicação, uma vez que nos últimos dias eu só tenho comido sopa e bebido chá. A sério, que sorte a minha!
terça-feira, 28 de junho de 2011
Angélico Vieira
Faz-me muita confusão o que lhe aconteceu, mesmo. Principalmente por ter a perfeita noção de que pode acontecer a qualquer um. A um amigo, a um familiar, ou até a mim mesma. É possível. Não acontece só aos outros. E isso assusta-me.
Quanto a ele, acho uma pena. Um rapaz novo, com uma vida toda pela frente, no auge da sua existência. E puff. Numa questão de segundos, foi-se tudo. Tudo.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Vizinhos
Hoje cruzei-me com um vizinho no elevador MESMO giro. Lindo de morrer, diria. Aiiii, um dia destes vou ao 5º esquerdo pedir açúcar.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Nunca tive coragem.
Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe uma mensagem a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes e flores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho.
Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo.
Margarida Rebelo Pinto
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terça-feira, 17 de maio de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Férias
Cansei-me mais nestas férias do que durante todo o semestre. É incrível mas é verdade.
Hoje tenho jantarada com o pessoal do secundário. Só vou mesmo por ser com eles. É que só me apetecia ficar em casa.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Vida dura
Estou completamente morta. Esta semana mal parei em casa. Sempre em festa, sempre de roda no ar. Começou segunda, terça houve uma pausa, quarta voltei em grande e quinta continuei. Da Ribeira até ao churrasco da minha faculdade, passado pelo Havana Club, foram todas grandes noites. Hoje estou cansada que quase nem me aguento das pernas. Já me convidaram para ir para o Hit. Recusei. Agora estão a tentar convencer-me a ir até à Baixa. Por um lado quero ir, mas por outro... É que amanhã tenho uma festa em Barcelos e domingo um jantar em casa de uma amiga. Ah, e segunda tenho que sair de casa às oito da manhã. E ainda queria ver se amanhã consigo ir à praia.
Enfim, vida difícil a minha, não é? Podem insultar-me, eu deixo.
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A minha vida dava um filme
Cheguei agora a casa. Não sei o que te dizer a não ser que gosto de ti. Sim, gosto de ti. E não quero sofrer por não fazer aquilo que sinto. E o que sinto é que te consigo fazer feliz e ser feliz ao mesmo tempo. Eu já passei por muito e sei que tu também...Mas não quero deitar isto a perder. Não quero porque acredito nisto e eu nós.E é por isso que quero dizer-te que não temos nada. Não, não temos nada. Mas podemos e vamos ter. Eu nunca acreditei que o amor vence isto e aquilo, nunca. Porquê? Porque tudo depende de nós. E eu não me importo de sofrer, mas deixa-me tentar. Quero estar contigo.
Mensagem recebida esta madruga, enviada por esta pessoa. Eu sabia que devia ter posto um travão nisto desde o início. Eu sabia.
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domingo, 10 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Vinte
O que me deixa mais feliz é saber que, realmente, o tempo suaviza tudo. Há precisamente um ano atrás estava tão infeliz, mas tão infeliz que nem dava para disfarçar. Hoje, no dia em que completo duas décadas de vida, sinto-me uma mulher realizada. Tenho tudo para ser feliz. Agora é só trabalhar. Tenho mais força do que nunca. Esperem e verão!
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quinta-feira, 3 de março de 2011
Tristes Notícias
Ontem o lisboeta giro da Tag não me encontrou e eu também não o encontrei a ele. Infelizmente. Algo me diz que aquele simpático rapaz poderia ser o homem da minha vida. Talvez o destino se encarregue de nos juntar. Ou então não. Com a sorte que tenho, mais vale não ter muitas esperanças. Cof cof cof!
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quarta-feira, 2 de março de 2011
Tag
Hoje aconteceu-me uma coisa mesmo engraçada. Ia eu com uma amiga em direcção à Rua de Santa Catarina, quando fomos abordadas por um rapaz que nos veio falar de uma qualquer promoção da Tag que oferecia bilhetes para o Optimos Alive. Lá decidimos investir 2€ e, entretanto, enquanto a minha amiga estava ao telemóvel, desenrola-se o seguinte diálogo:
Ele: Olha lá, vocês são de cá do Porto?
Eu: Eu sou, ela não.
Ele: Então onde é que eu devo ir sair logo à noite?
Eu: Se quiseres uma festa académica... ISEP!
Ele: Mas tu vais lá estar?
Eu: Sim!
Eu: Então se te vir vou ter contigo.
Eu (a rir-me, envergonhada): Ok!
Ele: Então até logo!
Eu (ainda envergonhada): Até logo!
Agora vamos lá ver se o lisboeta giro e cheio de lata me encontra pelo ISEP logo à noite.
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Uma coisa que eu não consigo perceber

Aquele homens que têm "casado" ou "numa relação" no estado do facebook, fotos com as respectivas mulheres/namoradas, acompanhadas de verdadeiras declarações do seu amor por elas e, ainda assim, via chat, se fazem descaradamente a outras.
Eu respondo, sempre simpática. Dou aquela esperança. Sim, sou mázinha e dá-me gozo sê-lo neste tipo de situações. Com é óbvio, chega a um ponto em que acabo com a conversa.
Eu respondo, sempre simpática. Dou aquela esperança. Sim, sou mázinha e dá-me gozo sê-lo neste tipo de situações. Com é óbvio, chega a um ponto em que acabo com a conversa.
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Ponto da situação #3
Amanhã tenho exame. Odeio a cadeira e ainda não estudei nada. Vai ficar para o ano outra vez, sim porque esta é uma das que deixei do primeiro ano. Amanhã só vou lá por descargo de consciência. O pior de tudo vem na quinta: exame de Neurociências. Quero muito muito muito passar! E depois: FÉRIAAAAAS! Quer dizer, as aulas começam dia 14, mas não faz mal!
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Three down, three to go, three unknown
Adeus fase normal! Olá fase de recurso!
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