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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Frase do Mês #25


Para mi familia Erasmus. ♥

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Amor à primeira vista

Tenho a certeza absoluta de que ontem conheci o homem da minha vida. E não, não estou a brincar. Nunca na minha vida senti o que senti ontem, quando o vi. Parece que soube, naquele momento, que ele era o tal. Eu sei que isto parece ridículo, mas que posso eu fazer? Infelizmente, passei muito pouco tempo com ele, mas, ainda assim, deu para perceber que, para alem de lindo de morrer, é super simpático. Sei pouco dele. Sei o primeiro nome, sei que é brasileiro e que chegou recentemente a Granada. Quando confrontado com o facto de eu me ir embora muito em breve, ele disse Não se preocupe que a gente ainda se vai ver muitas vezes aqui em Granada, porque eu gostei de você. Não sei nada sobre ele, mas sei que ele não me saiu da cabeça durante o dia todo de hoje. E sei que sinto uma coisa estranha, não sei, uma angustia. Se calhar é medo de não o voltar a ver. Mas não posso deixar que isso aconteça. Agora sim, sei que o amor à primeira vista existe mesmo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011

Fim

E cá estou eu, no último dia do ano, a sentir-me cansada, desiludida e com o pressentimento muito forte de que algo de mal vai acontecer. Sim, pode ser só uma estupidez, mas é o que sinto neste momento.

Independentemente disso, 2011, para mim, não foi um ano assim tão mau. Começou em grande, com copos, música e amigos. Depois, algumas previsões astrológicas não muito positivas, com as quais resolvi aprender a lidar - o que tiver que ser, será.


Janeiro teve exames da faculdade (que correram especialmente bem), teve a operação do meu pai (que também correu bem), teve a partida dele para longe, sem ninguém saber se regressava.

Fevereiro chegou e com ele mais exames, mais stress. O meu querido Blogue completou dois anos. Dia 14, Dia dos Namorados e uma visão totalmente diferente da que sempre tive em relação a esse dia. E foi em Fevereiro que coloquei em prática algo em que já há muito andava a pensar e que viria a mudar totalmente a minha vida: fazer Erasmus.

Março, mês do Carnaval. E que Carnaval, senhores! Um dos melhores de sempre, sem dúvida. E depois, uma noticia importante e com a qual fiquei muito feliz. Destino de Eramus? Granada, a minha primeira opção. Uma ameaça de tsunami no Chile e muita preocupação com a minha irmã que lá estava retida. Momentos tristes por ver o meu pai e a minha irmã de costas voltadas. Dia 28, fiz vinte anos e com eles veio a promessa de uma festa de arromba para os festejar.

Abril trouxe a dita festa que foi, efectivamente, de arromba. Comecei a ter aulas de condução e, uns dias depois, passei no exame de Código. De repente, saudades dele. O casamento do William e da Kate que quase me fez voltar a acreditar nos contos de fadas.

Maio - o mês académico por excelência - trouxe as Queimas das Fitas e os Enterros das Gatas. Muita animação, muitos amigos e, surpreendentemente, a perspectiva de um novo amor. Uma música dedicada e um dos melhores concertos da minha vida. Por outro lado, a guerra dentro da minha própria família continuava, o que me ia deixando aos poucos sem forças para nada. F.C.P. Campeão - orgulho. Uma viagem para o Algarve e momentos passados com pessoas que jamais esquecerei.

Junho veio com calor e, graças a ele, pouca vontade para estudar. Exames, trabalhos, stress. O desespero pelas férias que tardavam em chegar.

Julho começou com alguma desilusão. O sabor amargo do cansaço. Finalmente chegaram as férias. Descanso, filmes e saídas. Praia, piscina, calor e muito sol. O meu pai mal e eu preocupada com ele. Última semana passada no Algarve, com elas, que me soube muito bem. Dia 31 e passaram dois anos desde que o conheci.

Agosto, como sempre, é sinónimo de mais Algarve. Este ano com mais peripécias ainda. A facada nas costas de uma daquelas que eu julgava ser uma das minhas melhores amigas e uma das melhores pessoas que eu conhecia. A dor, a revolta, a desilusão. Exame de condução e a carta ainda não me ficou nas mãos. Mais calor, mais praia, mais amigos, mais dolce fare niente.

Setembro foi um mês de mudança. O medo da partida. A ansiedade. As despedidas. No meio disso tudo, novo exame de condução e, desta vez, com direito à carta na minha mão. Dia 23 saí do Porto com lágrimas a correrem-me pelo rosto. Dia 24 cheguei a Granada. A surpresa. O nervosismo. As perspectivas. A esperança.

Outubro e o amor por Granada a crescer exponencialmente. As amizades que se foram criando. Saudades de casa, claro. Surpresas. Uma delas muito negativa que mudou, para sempre, a minha relação com uma pessoa que me era muito próxima.

Novembro e o "quero ficar a viver em Granada para sempre". A paixão pelo Erasmus e a certeza de que foi a melhor decisão que tomei na vida. Um sentimento estranho que me invadiu. Uma pessoa que mexeu comigo. Vindo do nada, ele reaparece na minha vida. Confusão de sentimentos.

Finalmente, Dezembro. A dúvida: "existe vida após Erasmus?". As amizades cada vez mais fortes. Laços que não se quebrarão nunca, seguramente. Uma loucura cometida numa noite de copos. O medo, o arrependimento, a vergonha. Depois, a conversa e o alivio. A visita de cinco amigos muito queridos e do meu ainda mais querido pai. A vontade de ficar em Granada mais um semestre. A tentativa. A espera e a ansiedade pela resposta. O regresso a casa, passados três meses. Matar saudades. O Natal. A família. O reencontro com ele. Um sentimento que nunca morreu.


Agora chega o fim mais um ano. Um ano cheio de vida. cheio de pessoas, de novas amizades, de outras que se mantiveram e outras que chegaram ao fim. Um ano caracterizado pela mudança, pela superação. A melhor experiência da minha vida.

Apesar de neste momento me sentir assim estranha (não estou triste... talvez melancólica seja uma melhor palavra), quero começar 2012 com esperança.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um conselho

Se quiserem fazer Erasmus, não vão com um/uma amigo/amiga. Ou, pelo menos, não viver com ele/ela. É que às vezes as pessoas revelam-se bem diferentes do que aquilo que vocês julgavam. Então mais vale manterem a opinião que tinham e pode ser que, assim, não se destrua nenhuma amizade.
É só um conselho.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Espera!

Apesar de ter sido uma coisa do momento, uma coisa que aconteceu porque tinha que acontecer mas que morreu ali, valeu a pena esperar.
Agora, amigos como sempre.

sábado, 3 de dezembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Coisas que não consigo entender

Ontem fui a Córdoba com um grupo enorme de pessoal de Erasmus (devíamos ser mais de 50). Entretanto hoje resolvi adicionar algum desse pessoal no facebook e identifiquei-os a todos numa foto de grupo. A pessoa mais gira desse grupo - um italiano com uma pinta descomunal - foi logo lá comentar a dita foto. Depois disso, veio falar comigo no chat. Desenrola-se o seguinte diálogo (se é que se pode chamar diálogo a esta "coisa"):

Ele: Hola chica!
Eu: Hola! :)
Ele: :D

E depois disto, silêncio. O que é que posso concluir daqui? Nada, a não ser que os homens são uma espécie extremamente estranha. Então o italiano giraço mete conversa comigo e depois da primeira frase cala-se?! Qual foi o propósito disto afinal? Eu ainda mandei um smilezinho para ver se ele reagia, mas nada. Enfiiiiiiiiiim, homens!

♥

sábado, 5 de novembro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Frase do Mês #21

Isto é TÃO verdade! Quando me inscrevi para ERASMUS fi-lo porque queria fugir. De quê? De tudo. Das pessoas, dos meus problemas, do meu mundo em geral e de mim própria em particular. Depois, quando a tempestade começou a acalmar (ou quando eu comecei a aprender a lidar com ela), quando eu me apercebi de que fugir não resolve nada, arrependi-me. Achei que não devia vir, que não ia conseguir superar-me, que não ia gostar. E tive esta ideia presente até cá chegar. Aos poucos, com o passar das horas e dos dias, ao conhecer esta cidade um bocadinho melhor - as pessoas, os ambientes, a aura, toda a misticidade que a envolve - comecei a acreditar que realmente posso vir a ser muito feliz aqui. E, sim, the wrong choices can bring us to the right places :)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

É verdade, sim senhora!

"normalmente jurar é a única saída para convencer alguém. hoje em dia, ninguém acredita em ninguém mas se juram começam a questionar, principalmente se for pela saúde de alguém. prefiro jurar unicamente, sem meter a saúde pelo meio, mas só quando não estão a duvidar de mim. de resto, deixo que pensem que estou a mentir. a consciência é minha. as pessoas só acreditam no que querem, no que lhes dá jeito."

Conclusão #28

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pois.

A verdade às vezes dói.

domingo, 3 de julho de 2011

Constatação

Se eu fosse uma pessoa com tendências suicidas, hoje era o dia que eu escolheria para por termo à minha vida.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011