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sábado, 16 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
Carta que nunca te escrevi
Dou por mim a ler mensagens tuas de há sete meses atrás. Leio também conversas que fomos tendo, entretanto, via facebook. Soubesse eu da falta que me irias fazer e teria gravado até as nossas conversas por skype. Tudo meras tentativas de te sentir aqui, mais perto de mim. E às vezes sinto. Quando estou prestes a adormecer, naquele limbo que separa os sonhos da vida real, sinto-te bem juntinho a mim, como se os nossos corpos tivessem sido esculpidos para encaixarem perfeitamente um no outro.
Às vezes sinto-me tão perto, apesar de te consciência de que estás aí - tão longe. Mas outras vezes parece que estamos mais distantes do que nunca, como se em vez de estares noutro país, noutro continente, estivesses noutro mundo, noutra galáxia, noutro tempo que não o meu.
Tempo.
Distância.
Nunca duas palavras conjugadas tiveram tanto impacto na minha vida. Mas o que me conforta é saber que cada dia que passa a distância entre nós fica mais curta.
sábado, 2 de março de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
déjà vu
Estava no carro com o meu pai e com os meus tios. Íamos a casa de um grande amigo do meu pai e do meu tio, que fazia anos. (Fui arrastada para lá, como é óbvio, não tinha o menor interesse em ir a uma festa de 60 anos, menos ainda quando tinha gente da minha faixa etária à minha espera para tomar café!). Era de noite e eu, como pessoa desorientada que sou, estava distraída e já não sabia em que sítio da invicta é que estava. De repente, déjà vu! Estava na rua dele. Soltei um "já aqui estive, um dia...". O coração acelerou e fiquei com pele de galinha. Estacionámos o carro. Eu não sabia qual era a casa do amigo do meu pai, mas apercebi-me, à medida que nos íamos dirigindo para lá, que era no prédio dele. Subi as escadas a tremer e pensei mesmo que a qualquer momento ia cair para o lado. Tentei disfarçar. Quando entrámos na dita casa ela era igual à dele. Durante as duas horas e meia em que lá estive, senti-me desconfortável. Afinal eu estava ali, naquela casa que era exactamente igual àquela em que eu estive há mais de seis meses. Mas tão diferente. E, ainda que com mais de vinte pessoas lá dentro, tão vazia. (É assim que me sinto!).
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Aquele momento em que...
... sentes que a tua vida está tão confusa, tão confusa, que tu própria não te consegues encontrar no meio de tamanha confusão. Sentes a cabeça a mil, dez mim, cem mim à hora.. prestes a explodir a qualquer momento. E sentes-te tão perdida que não fazes a menor ideia daquilo que deves fazer. Não sabes sequer aquilo que queres fazer. Pedes com toda a força que tens que estes próximos seis meses passem a voar. Tens medo de não aguentar mais. Sabes que precisas de respostas imediatamente. Mas sabes que só as vais ter quando ele voltar.
Pela primeira vez tens noção de que a distância emocional é muito mais poderosa do que a física. E tens medo. Tens muito medo
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Seis meses depois: crónicas de (mais) uma noite nostálgica
Seis meses. Foste embora há seis
meses. Faltam seis meses para voltares. Eu? Cansei. Cansei de esperar. Cansei
de fazer da minha vida uma espera. Cansei de contar os dias. Cansei de contar
os meses. Não posso reduzir a minha vida a uma espera. Não quero.
Seis meses. Cento e setenta e
três dias. Em todos, sem excepção, pensei em ti. Contigo fiz uma coisa que
jamais fiz com outrem A ti entreguei-me, nua – vulnerável – numa folha de
papel que atravessou um oceano. Nessa folha não foi apenas uma parte de mim,
fui eu, mulher inteira e imperfeita. Ofereci-te o meu coração. Um coração
renovado, renascido, o coração puro daquela criança que há quinze anos te dava
beijinhos na boca às escondidas, atrás daquela buganvilia em flor. Minto se
disser que não esperava nada em troca. (Ofereci-me a ti! Queria-te, em troca!).
Deste-me o esperado, escolheste o lugar comum. Questionaste o que eu sentia e,
com isso, questionaste o meu corpo, questionaste o meu coração. Esperava
chorar, mas sorri. Porque sabia (sei) que me queres, que me sentes e que me
gostas. Mesmo com um oceano entre nós.
Senti-te todos os dias, nestes
seis meses. Senti-te, toquei-te e
cheirei-te. Fui sempre tua, mesmo quando procurei os teus abraços nos braços de
outro. Fui sempre tua, mesmo quando ofereci o meu corpo a outro que não tu. O
meu corpo sim, o meu coração nunca. Porque quando se dá um corpo a outro é
mesmo isso que acontece: dois corpos, oferecidos um ao outro, consumidos pelo
instinto. Mas quando se dá um coração a outro, acontece outra coisa: mais do
que dois, tornam-se um. E isso é mágico. Afortunados os que experimentaram essa
mística sensação que nos faz morrer e nascer no mesmo milésimo de segundo.
Agora? Estou exausta. Dói me a
alma. A alma velha, ao contrário do coração que te dei. Não posso fazer da
minha vida uma espera. Não quero. Gostava de ter a coragem de viver para ti.
Mas eu, mulher inteira e imperfeita, sou fraca. E a minha vida não és tu.
A minha vida sou eu.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Carnaval
Não gosto do Carnaval. Já gostei mas, ao longo dos anos, tenho vindo a gostar cada vez menos. Esta ideia de as pessoas se mascararem e, por um dia, deixarem de ser quem são e assumirem o papel de uma qualquer personagem, faz-me uma certa espécie. Será que isto é mesmo possível? Será que por um momento podemos deixar de ser quem somos e viver uma vida diferente daquela que é a nossa? Se calhar não gosto do Carnaval por causa disso mesmo - por não ser capaz de largar aquilo que sou e a vida que tenho. por não me conseguir libertar e ser feliz, sem planos ou expectativas.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
E pronto, merdas como esta mexem mesmo muito comigo. A sério, li isto e fiquei com o coração apertado e com os olhos cheios de lágrimas. Não conheço o Gonçalo. Mas o Gonçalo podia ser meu. Meu irmão, meu primo, meu amigo. O Gonçalo tem 15 anos, tem um vida pela frente. O Gonçalo tem TODO O DIREITO À VIDA. O Gonçalo encontrou um dador, mas o dador desistiu. Agora é torcer para que outro apareça. Não conheço o Gonçalo. O Gonçalo não é meu. Mas torço pelo Gonçalo com todo o meu coração!
segunda-feira, 5 de março de 2012
Talvez um dia passe...
"Permites alguém entrar tão fundo em ti, mas tão fundo, que só assim é possível que te consiga atingir. E esse alguém faz-te mal. Magoa-te.
Dói que se farta: alma esfolada, coração em sangue. Engoles as lágrimas que o teu orgulho não deixa chorares e segues em frente.
Apagas sms do telemóvel, fotografias do pc, textos do blog. Começas por bloqueá-lo no msn depois, à força do peito esmagado de cada vez que o vês on line, apaga-lo de vez. Deitas para o lixo todos os objectos que te ligam a ele, deixas de usar as mesmas expressões, quebras rotinas, evitas lugares comuns. Descaracterizas-te dele. Rezas para nunca mais te cruzares com ele e sabes que a isso se chama negação ou evitação mas não queres saber de Psicologia para nada.
Primeiro não lhe consegues desejar mal: ainda gostas demasiado dele. Depois ganhas-lhe raiva. E desejas-lhe que nunca mais arranje outra gaja e mesmo que arranje formulas-lhe votos de lepra na pila e chatos gigante nos tin-tins. E se não arranjar mesmo, torces para que lhe caiam todos os dedos, um por um, para nem sequer se conseguir masturbar.
Depois já não pensas nele todos os dias quando acordas nem quando te deitas. E cada vez vais pensando menos nele. E não lhe desejas nem bem nem mal: não lhe desejas nada.
Um dia, dás por ti de férias, pele dourada ao sol, e percebes que já nem te lembravas dele há mais de um mês. E esses pensamentos são cada vez mais intervalados. E chega finalmente o dia derradeiro, passados 476 dias do fim, em que ouves, pela primeira vez sem mudares automaticamente de frequência, a música que era vossa, do princípio ao fim. E gostas. Porque é apenas uma boa música. Passou o dói-dói."
Ferida
Lembraste de quando eras pequenino e, entre brincadeiras desengonçadas, caías e esfolavas o joelho? Nessa altura doía e tu choravas e gritavas. E tinhas que desinfectar a ferida, fazer um curativo. Uma vez foi mais grave e tiveste que levar pontos. Ao inicio doía todos os dias, ardia. Mas, a pouco e pouco, a dor tornava-se menos forte, menos incomodativa. Até que só te doía quando mexias na ferida. Ela ia sarando, a pouco e pouco. E tiraste os pontos. Um dia deixou de doer e só restou a cicatriz. E aquela cicatriz, no teu joelho, só servia para te relembrar que, um dia, algures na tua infância perdida, caíste e te magoaste e choraste. Mas era só isso – uma cicatriz. Só quando olhavas para ela é que te lembravas daquela queda. Agora já não doía.
Era nessa fase que eu estava, antes de tu reapareceres, em Novembro. De vez em quando, lá olhava para a cicatriz que deixaste no meu coração. E questionava-me pelos porquês de tudo aquilo. Mas era só isso. Já não doía. Ou se calhar doía mas eu habituei-me a viver com essa dor, até que ela se tornou familiar. Adaptei-me. E reconstruí a minha vida. Levantei-me, desinfectei a ferida e limpei as lágrimas. O que passou, passou. Ou julgava eu.
Mas tu voltaste. Tinhas que voltar. Voltaste e viraste a minha vida de pernas para o ar, outra vez. Fizeste-me crer que desta vez seria diferente. Eu, inocente, acreditei. Convenci-me de que não estava a criar esperanças e que se as coisas corressem mal eu estaria preparada para lidar com isso. Enganei-me, eu sei. E nisso faço mea culpa.
Reabriste a ferida. Sim, essa mesma ferida que tanto custou a sarar. Que tanto me fez sofrer. Mostraste que respeito e consideração por mim tens zero. É assim hoje e foi assim sempre. Toda a gente via, menos eu. Não quis ver, preferi negar as evidências. Agora, vivo tudo de novo. Com a diferença de que tenho a consciência de que acabou. E dói mais, ainda. Revelaste a pessoa que és e que sempre foste. Não vales metade daquilo que eu passei por ti. Não vales metade daquilo que eu estou a passar por ti.
Acabou.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Olá!
Estou viva. O que acontece é que me tem faltado vontade para escrever. Parece que este blogue já não faz sentido. Porquê? Não sei. Mas a verdade é que também me falta "coragem" para o fechar. De maneiras que fica assim, em águas de bacalhau, como diz o zé povinho.
Regressei a Portugal, ao Porto. Das despedidas de Granada ainda me custa falar. Foi tudo muito emotivo, chorei muito. Fiz grandes amigos lá e vim embora cheia de boas recordações. Digo, com toda a certeza, que foi a melhor experiência de toda a minha vida. Não sei o que me reserva o futuro, mas tenho a certeza que a minha vida já não foi em vão, graças ao meu Erasmus perfeito.
Entretanto, a habituação à rotina do costume. Terminado o sonho, só me resta regressar à vida real. E custa. Faltam as pessoas que se tornaram minhas nos últimos meses, faltam os lugares, falta a boa disposição tão típica deste povo a quem chamamos de irmão. Mas que sisudos são os portugueses comparados com os espanhóis, minha gente! E que antipáticos!
Resumindo e concluindo: a depressão pós-Erasmus existe mesmo. Não é um mito, não senhor. E todos aqueles que já tiveram esta experiência sabem, certamente, ao que me refiro. Morro de saudades de Granada!!
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Mãe
Estava eu ao telefone com a minha querida mãe, quando lhe contava que uma das minhas grandes amigas de Erasmus - a Alessandra, italiana - também tentou, tal como eu, prolongar a sua estadia em Granada mas que, tal como eu, o pedido lhe foi negado. A diferença é que, independentemente disso, ela vai cá ficar na mesma. Diz que não quer ir embora e que, por isso mesmo, vai ficar. Entretanto faz um curso de inglês, outro de português e pronto, continua em Granada com as maravilhosas pessoas que fazem parte da nossa família Erasmus. Nisto, diz-me a minha mãe: "Ó filha, se tu também quiseres ficar, podes ficar. Arranjas um empregozinho numa discoteca ou assim, vais fazendo uns cursos e pronto. Se quiseres ficar, podes ficar. Tu é que sabes!".
Ai se eu pudesse. O pior é que há muita coisa em jogo, muita coisa em que pensar. Se dependesse só da minha vontade claro que nem pensava duas vezes e ficava.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Das despedidas
As que já aconteceram foram muito difíceis. É tão estranho e, ao mesmo tempo, tão fantástico que em tão pouco tempo se criem laços tão fortes entre pessoas tão diferentes. Mas a verdade é que isto acontece e aconteceu connosco. E agora que, para alguns, é o fim, custa muito. Não quero acreditar que daqui a uma semana já não vou estar aqui. Não consigo. Não posso. Sinto-me triste, melancólica. As pessoas abraçam-me e pedem-me para ficar. E eu não quero ir embora.
Então e novidades?
Ora bem, pois que o tal "homem da minha vida" se revelou uma desilusão. É a minha sina, eu sei! Bem, acabamos por ficar numa noite e foi bom. Só que ele chegou agora a Granada, só quer festa e roda no ar. E é lindo de morrer - talvez dos rapazes mais bonitos que vi aqui - e tem a típica simpatia brasileira. Portanto, cada dia consegue ter uma mulher nova. E é isso que ele quer. Claro que eu não estava à procura de exclusividade. Até porque seria um bocado ridículo, uma vez que ele chegou agora e eu vou agora embora. Mas estava à espera de outra coisa, sei lá. Nem sei explicar. A verdade é que este protagonismo todo lhe subiu à cabeça e todo aquele charme inicial transformou-se numa arrogância desmedida. Entretanto, depois de uns copos a mais, tive uma conversa com ele. O problema é que eu não me lembro do que lhe disse, mas consta que não disse coisas muito bonitas. Infelizmente ainda não tive oportunidade de falar com ele outra vez para lhe pedir desculpas, mas quero faze-lo. Porque vivo em Granada há cinco meses e durante este tempo nunca tive nenhum problema com ninguém e não é agora, prestes a ir-me embora que quero ter. E, muito menos, quero ir sem que a coisa fique devidamente esclarecida.
Sim, estou viva!
Mas tenho andado realmente ausente, eu sei. A verdade é que as duas últimas semanas foram uma correria desenfreada. Tive exames, entregas de trabalhos, nervos e stress acumulado. Mas enfim, apesar de não ter corrido muito bem (os exames correram muito mal, até), agora já estou de férias. Desde ontem! O lado negativo da coisa é que daqui a uma semana me vou embora. E não quero ir. Nada nada!
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
P.S.:
Claro que esta história toda do homem da minha vida não passa de uma brincadeira. É verdade que eu senti um arrepio na espinha e que as pernas me tremeram quando o vi, mas eu não conheço o rapaz de lado nenhum. Já para não falar de que ele é do Brasil, portanto a nosso história de amor tinha tudo para dar certo (#ironia#).
Ele não é o homem da minha vida. É o homem dos meus sonhos. A minha realidade, essa, é bem diferente. E está em Portugal. Se está à minha espera ou não, essa já é outra questão. E só com o tempo é que eu vou descobrir a resposta.
Entretanto...
.... ele amuou comigo. Não me fala e, quando fala, fala mal, com sete pedras na mão. Há quem diga que são ciúmes, mas eu não acredito nisso. Agora que é estranho, é. A partir do momento em que eu conto que talvez tenha encontrado o amor da minha vida, ele começa a tratar-me com tamanha frieza, é de uma pessoa desconfiar. Mas a verdade é que a sanidade mental dele já teve melhores dias. Deve ter tido, suponho. Porque desde que eu conheço que ele é assim: completamente maluco daquela cabeça. Vai-se a ver e é por isso que eu gosto tanto dele.
Novidades
Pois que o homem da minha vida me encontrou, via facebook. E foi muito simpático, como já era de esperar. Agora resta-me aguardar pelo próximo encontro. Aiiii, que homem, meu Deus, que homem!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Amor à primeira vista
Tenho a certeza absoluta de que ontem conheci o homem da minha vida. E não, não estou a brincar. Nunca na minha vida senti o que senti ontem, quando o vi. Parece que soube, naquele momento, que ele era o tal. Eu sei que isto parece ridículo, mas que posso eu fazer? Infelizmente, passei muito pouco tempo com ele, mas, ainda assim, deu para perceber que, para alem de lindo de morrer, é super simpático. Sei pouco dele. Sei o primeiro nome, sei que é brasileiro e que chegou recentemente a Granada. Quando confrontado com o facto de eu me ir embora muito em breve, ele disse Não se preocupe que a gente ainda se vai ver muitas vezes aqui em Granada, porque eu gostei de você. Não sei nada sobre ele, mas sei que ele não me saiu da cabeça durante o dia todo de hoje. E sei que sinto uma coisa estranha, não sei, uma angustia. Se calhar é medo de não o voltar a ver. Mas não posso deixar que isso aconteça. Agora sim, sei que o amor à primeira vista existe mesmo.
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