Estava no carro com o meu pai e com os meus tios. Íamos a casa de um grande amigo do meu pai e do meu tio, que fazia anos. (Fui arrastada para lá, como é óbvio, não tinha o menor interesse em ir a uma festa de 60 anos, menos ainda quando tinha gente da minha faixa etária à minha espera para tomar café!). Era de noite e eu, como pessoa desorientada que sou, estava distraída e já não sabia em que sítio da invicta é que estava. De repente, déjà vu! Estava na rua dele. Soltei um "já aqui estive, um dia...". O coração acelerou e fiquei com pele de galinha. Estacionámos o carro. Eu não sabia qual era a casa do amigo do meu pai, mas apercebi-me, à medida que nos íamos dirigindo para lá, que era no prédio dele. Subi as escadas a tremer e pensei mesmo que a qualquer momento ia cair para o lado. Tentei disfarçar. Quando entrámos na dita casa ela era igual à dele. Durante as duas horas e meia em que lá estive, senti-me desconfortável. Afinal eu estava ali, naquela casa que era exactamente igual àquela em que eu estive há mais de seis meses. Mas tão diferente. E, ainda que com mais de vinte pessoas lá dentro, tão vazia. (É assim que me sinto!).
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
...
Sinto tanto a tua falta! É estranho, estúpido até. Tão pouco tempo juntos, tanto tempo separados e tanta saudade. Faz sentido? Não sei. Mas sei que te sinto dentro de mim, ainda que estejas a milhares e milhares de quilómetros de distância, num outro continente deste mundo que cada vez me parece maior. Sinto tanto a tua falta! Escrevo-o porque não o consigo verbalizar. Talvez porque se o disser em voz alta vou estar a admitir um sentimento que traz consigo muitas outras coisas. Mas é verdade. Fazes-me falta todos os dias desde o dia em que te foste embora. Não me consigo desligar de ti. Acho que é algo místico. Eu acredito no destino, sabes? Não como uma coisa rígida mas acredito. E tem que haver algum motivo para ele ter decido que ao fim destes anos nos deveríamos encontrar de novo. Tantos anos sem saber de ti, tantos anos sem te ver, sem te pensar, sem te querer. E depois, uma semana mágica e um ano de distância, outra vez. Achas que é o destino a querer testar-nos? Ou a querer testar-me a mim? Estas e muitas mais perguntas para as quais não tenho resposta. A única certeza que tenho é que te quero com tudo aquilo que sou. Todos os dias da minha vida.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Do dia dos namorados (assim mesmo em minúsculas)
Possivelmente estarás a dormir quando te escrevo esta carta, são 4.04 da manhã. Falei contigo hoje por duas vezes e por duas vezes tive a mesma sensação de perceber que tudo aquilo que eu quero é algo muito parecido a ti. Não sei se és tu, mas parece-me que a haver alguém com as tuas características, é essa pessoa que eu quero. Quero alguém como tu e desde que te conheci que a procuro de forma incansável, na esperança que alguém se assemelhe a ti, que se aproxime do que sinto por ti, que me saiba a ti, que me deixe a pensar-te, a imaginar-te o que fazes a esta hora, onde e como estarás. Mas isto, sem que não o percebas e não te incomodes mais, de forma a que sejamos só amigos como tu pretendes. Sejamos claros, a remax em vez de vender andares e colocar outdoors pelas cidades inteiras à procura de compradores de cimento e tijolos e cozinhas nouvelle vague ou lá o que é, devia dedicar-se ao amor e ajudar-me a procurar alguém como tu – apenas isso - de forma a que continuasses a tua vida sem que alguma vez percebesses que é a ti que eu quero e procuro. A remax, a century 21, a Era, essas imobiliárias de betão, deveriam ajudar-me a procurar alguém igual a ti, em vez de um t2 com vista para o mar, de um andar com 5 assoalhadas, de jardins sustentáveis e condomínios fechados e o diabo a quatro. O melhor vendedor da remax que se chama Nuno Gomes, se fosse mesmo o melhor da Europa como dizem que é, poderia ajudar-me nisto: A procurar alguém igual a ti, colocando em todos os outdoors de Lisboa que têm para o efeito, um anúncio em letras grandes à qual se juntaria a tua foto que diria “Procura-se mulher igual a esta”. E posto isto, deixaria o seu habitual número para lhe chegassem propostas e em todas elas, eu, com tudo o que tinha, hipotecava o que houvesse, desde o recheio da casa, à minha modesta conta ordenado, à minha roupa, aos meus haveres, às minhas acções, desde as boas às más, desde o meu quarto à sala de estar, a este escritório, a este computador, a esta camisa que uso, a este teclado com que agora te escrevo.
Procuro alguém igual a ti, peço-te ajuda para isso, não quero interromper a tua vida nem mudá-la, nem sequer fazer perder-te muito mais tempo, desde que me garantas que me arranjas alguém igual a ti. Mas tem que ser igual, exactamente igual. Promete-me isso, quero esse riso na minha vida, quero essas provocações parvas, quero esse teu voluntarismo desinteressado, quero essa cara, esses olhos, esse cabelo, esse foda-se na ponta da língua. Mas não te quero a ti que tens mais que fazer. Esta carta é um pedido de ajuda por isso, porque não é a ti que eu quero, quero isso sim, alguém como tu, alguém que nunca a Remax saberá encontrar.
Fernando Alvim in Não és tu, sou eu
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Turu-turu-turu ou de como eu sou uma pessoa lamechas disfarçada de pessoa de ferro
"Sinto falta dessa paz que encontrei no seu sorriso!
Qualquer coisa entre nós vem crescendo pouco a pouco
E já não nos deixa sós, isso vai-nos deixar loucos!
Se é amor? Sei lá!
Só sei que sem você parei de respirar...
E é você chegar para esse turu-turu-turu-turu vir me atormentar!"
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Amor à primeira vista
Tenho a certeza absoluta de que ontem conheci o homem da minha vida. E não, não estou a brincar. Nunca na minha vida senti o que senti ontem, quando o vi. Parece que soube, naquele momento, que ele era o tal. Eu sei que isto parece ridículo, mas que posso eu fazer? Infelizmente, passei muito pouco tempo com ele, mas, ainda assim, deu para perceber que, para alem de lindo de morrer, é super simpático. Sei pouco dele. Sei o primeiro nome, sei que é brasileiro e que chegou recentemente a Granada. Quando confrontado com o facto de eu me ir embora muito em breve, ele disse Não se preocupe que a gente ainda se vai ver muitas vezes aqui em Granada, porque eu gostei de você. Não sei nada sobre ele, mas sei que ele não me saiu da cabeça durante o dia todo de hoje. E sei que sinto uma coisa estranha, não sei, uma angustia. Se calhar é medo de não o voltar a ver. Mas não posso deixar que isso aconteça. Agora sim, sei que o amor à primeira vista existe mesmo.
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Coisas
Os dias vão passando, mas eu não me esqueço. Janeiro caminha para o fim, mas parece que Dezembro ainda está muito presente. Foi um mês de emoções fortes.
Penso em ti todos os dias. Várias vezes. Tenho saudades tuas. A incerteza de não saber se as vou poder matar está a dar comigo em louca. Questiono-me se terá sido tudo em vão. Questiono-me se pensas em mim e se aquilo que se passou entre nós teve algum significado para ti. Adorava compreender-te. Adorava que fosses sincero comigo sempre que te peço. Adorava que não fugisses às minhas perguntas. E odeio a importância que tens na minha vida. Odeio que sejas capaz de alterar o meu estado de espírito com essa facilidade toda. Acima de tudo, odeio o facto de gostar tanto de ti. Sei que nunca vou ser para ti aquilo que tu és para mim. Sei-o bem, com toda a certeza. Só gostava de saber, também, se te sou assim tão indiferente.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Distância
Decidi afastar-me. Perguntei-te se querias que o fizesse. Deste a volta à minha pergunta e não me respondeste. Quem cala consente. Afastei-me. Se custa? Sim, custa demasiado. Dói muito e a saudade mata-me aos poucos. Mas quis testar-te. Já tive que me afastar de ti uma vez, já sei o que vou sofrer e aquilo por que vou passar. Mas era importante fazer isto, agora. Para ver até que ponto sou importante para ti, até que ponto vais sentir a minha falta. Se não sentires, se eu não sou importante, então não vais voltar. E eu vou ter que aprender a viver sem ti. Outra vez.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Fim-de-semana
Vou passá-lo sozinha. Elas vão para Sevilha. Eu tinha a opção de ir com elas ou de ir com outras duas amigas para Barcelona. Claro que a segunda opção me aliciava muito mais. Mas a verdade é que não vou. Vou ficar aqui sozinha. Tenho muito que estudar e muito que pensar. Pode ser que estes três dias sozinha me façam bem. Aliás, acho que é mesmo disso que preciso. Tempo para mim. Para pensar, para pôr as ideias em ordem. Tempo para usar e abusar dos meus horários estapafúrdios sem ter que dar justificações a ninguém. Tempo para organizar a minha cabeça e, quem sabe, o meu coração. Está na hora.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Eu digo
Errar é humano. Persistir no erro é só estúpido.
So... Let's be stupid!
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Ele disse*
"Queres saber o que sinto? Queres saber como me deixas? Nervoso, ansioso. Expectante."
*Sim, ele, o que voltou.
domingo, 20 de novembro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Novidades
Ora bem, depois de respirar fundo e estando um bocadinho mais calma, sinto-me minimamente preparada para falar do que se tem passado na minha vida.
Começando pelas férias no Algarve... Tudo indicava que iam ser calminhas, chegando talvez ao patamar de entediantes. Mas, surpresa, não foram! Muito pelo contrário, foram cheias de peripécias. Contar tudo aqui é impossível. Mas posso dizer-vos que começando por amizades um pouco "estranhas", passando por um amor de verão que nunca (apesar de há anos mantermos um clima daqueles de tirar a respiração, com direito a trocas de olhares de fazer corar e a abracinhos de causar arrepios) chegou efectivamente a consumar-se, e acabando com um homem (de 31 anos e pai de um filho, mas lindo de morrer) que se "apaixonou" pela minha pessoa, estes 15 dias passados no Algarve tiveram um pouco de tudo. Até um gatinho adoptei, vejam lá!
Foram duas semanas muito bem passadas, foram sim senhor. Viagens de barco nocturnas com vista privilegiada para a bonita cidade de Tavira, fins de tarde com conversas muito agradáveis na companhia da bela da mini e noites loucas com muitas gargalhadas regadas por gins tónicos que acabavam invariavelmente com a visualização do nascer do sol mais bonito do mundo. Tardes de calor naquela praia que vai ser sempre minha, longos banhos naquele mar interminável que me faz sonhar com outros mundos tão diferentes do meu e cafés com gelo e sumos naturais servidos pelo empregado mais giro e mais simpático de sempre (que disse que eu o matava com o meu olhar). "Imperiais" a 80 cêntimos tiradas pelo velho Sr. Chico, ameijoas e canequinhas de cerveja gelada com vista para a Ria Formosa e bailaricos nas festinhas dos pescadores. Tudo isto e muito mais fizeram das duas primeiras semanas de Agosto 15 dias inesquecíveis. Claro que, como não há bela sem senão, não foram só coisas boas. Algumas intrigas ridículas (para as quais eu já não tenho a mínima paciência) quiseram dar o ar da sua graça, mas foram imediatamente abafadas por tudo o resto que foi tão bom.
Nestes 15 dias consegui abstrair-me quase a 100% de tudo o que me andava a atormentar. Vim de lá rejuvenescida, apesar de triste porque, afinal de contas, estas podem ter sido as minhas últimas férias neste paraíso que já me conhece há 19 anos.
Quando cheguei ao Porto, cansada da viagem e melancólica por aqueles dias terem passado a voar, rebentou a tal bomba. Se há coisa que eu valorizo nesta vida (e já o disse aqui muitas vezes) é a amizade. Não posso afirmar com certeza, mas acho que se calhar e dependendo obviamente de todo o contexto, seria capaz de perdoar uma traição de um homem. Agora a traição de um amigo, nunca! Porque não me entra na cabeça que um amigo possa trair outro. Afinal a amizade é tudo aquilo que a traição não é, certo? A amizade é sinceridade, honestidade, respeito. E a traição não é nada disso. Um amigo verdadeiro não trai, ponto final. E basicamente foi isto que me aconteceu: uma facada nas costas. Dada por uma "amiga" por quem eu era capaz de pôr as minhas mãos no fogo. Uma "amiga" a quem eu contava tudo, que sabia a minha vida, os meus problemas, que conhecia as minhas fraquezas. Uma "amiga" que tinha tudo de mim, toda a preocupação, todo o respeito, toda a Amizade. Que me traiu, que mentiu nos meus olhos, que brincou com os meus sentimentos. E, pior de tudo, podia ter evitado tudo isto. Mas, pura e simplesmente não o fez. Porquê? Por egoísmo. Foi uma grande desilusão. Doeu muito. Ainda dói.
Pensei em afastar-me das duas pessoas em causa por tempos indefinidos (sim, porque existe uma terceira pessoa envolvida), pensei que nunca na vida seria capaz de os encarar. Porque realmente doía muito. Mas agora decidi que não é nada disso que eu tenho que fazer. Tenho e vou aparecer à frente deles de cabeça erguida e com o meu melhor sorriso. Porque, apesar de eles me terem feito passar por otária, eu não tenho nada de que me envergonhar. Não fui eu que fiz asneiras aqui, não fui eu que deitei ao chão a minha dignidade. Foram eles. Foi ela, principalmente.
E assim ponho um ponto final nesta história, esperando sinceramente que ela não me volte a importunar nunca mais.
Entretanto tenho outras coisas com que me preocupar: a curto prazo o meu exame de condução (medo!) e a médio prazo a minha partida para Granada (Erasmus ai vou eu!).
E pronto, era "só" isto.
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domingo, 31 de julho de 2011
Dois anos depois

Acho que o dia 31 de Julho vai ser sempre uma data marcante para mim. O tempo apaga muita coisa, mas não apaga tudo. Já aqui contei a nossa história, já contei como tudo começou.
O tempo passou. Parece que foi ontem, mas já passaram dois anos. Mudei muito desde essa altura, vivi muito, pensei muito. Cresci. E dois anos depois, posso dizer que só resta a saudade. A mágoa, o ressentimento, o rancor, a raiva, o ódio... desapareceram! Por completo. Ficou a saudade. E uma vontade estranha de o ver novamente. Dois anos depois.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
A minha cidade és tu.
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terça-feira, 26 de abril de 2011
"Qué passa?"
Basicamente tenho andado a deprimir nos últimos dias. Assim tipo de manhã à noite. Porquê? Por tudo e por nada. Pelas recordações dele que voltaram em força recentemente. Por ontem me ter desiludido com uma pessoa que afinal significa mais para mim do que aquilo que eu pensava. Por estar sozinha em casa. Porque às vezes não consigo perceber o porquê da vida ser injusta. E neste ponto não falo do meu caso concreto.
Há fantasmas que precisam de ser exorcizados urgentemente.
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
Fim-de-semana
Estou de volta à minha terrinha do coração. A minha mãe foi para Lisboa mas eu preferi vir para cá. Até porque nos próximos fins-de-semana vou estar ausente. Primeiro a Queima do Porto, depois o Enterro de Braga, depois a Queima de Coimbra... E o último fim-de-semana de Maio vai ser passado no Algarve com a Lu (Ryanair rocks!!!). De maneira que não podia deixar de vir cá antes destes eventos todos. Já tinha saudades do meu papai e de tudo o resto relacionado com a quinta. Vou aproveitar ao máximo então. Da próxima vez que cá vier, os cachorrinhos já vão estar enormes e se calhar muitos deles já nem vão cá estar. Por isso vou brincar muito com eles e dar-lhes muitos miminhos. Até logo!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Meu Porto ♥
PORTO with a SONY PMW-F3 from FilmesDaMente on Vimeo.
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