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domingo, 22 de janeiro de 2012

(des)Equilibrio

Ela disse "Na minha vida, o equilíbrio é uma coisa fundamental." e olhou para mim com um ar de reprovação, como quem me chama de desequilibrada. Pois eu sou. A minha vida e, consequentemente eu, nunca foi equilibrada. Sou de extremos, sempre fui. Em tudo. Nas emoções, nos sentimentos e até na razão e na racionalidade. E duvido que mude algum dia. De qualquer das formas, sempre dei um jeito de ser feliz assim mesmo. Tal como sou. Desequilibrada.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Novidades

Ora bem, depois de respirar fundo e estando um bocadinho mais calma, sinto-me minimamente preparada para falar do que se tem passado na minha vida.
Começando pelas férias no Algarve... Tudo indicava que iam ser calminhas, chegando talvez ao patamar de entediantes. Mas, surpresa, não foram! Muito pelo contrário, foram cheias de peripécias. Contar tudo aqui é impossível. Mas posso dizer-vos que começando por amizades um pouco "estranhas", passando por um amor de verão que nunca (apesar de há anos mantermos um clima daqueles de tirar a respiração, com direito a trocas de olhares de fazer corar e a abracinhos de causar arrepios) chegou efectivamente a consumar-se, e acabando com um homem (de 31 anos e pai de um filho, mas lindo de morrer) que se "apaixonou" pela minha pessoa, estes 15 dias passados no Algarve tiveram um pouco de tudo. Até um gatinho adoptei, vejam lá!
Foram duas semanas muito bem passadas, foram sim senhor. Viagens de barco nocturnas com vista privilegiada para a bonita cidade de Tavira, fins de tarde com conversas muito agradáveis na companhia da bela da mini e noites loucas com muitas gargalhadas regadas por gins tónicos que acabavam invariavelmente com a visualização do nascer do sol mais bonito do mundo. Tardes de calor naquela praia que vai ser sempre minha, longos banhos naquele mar interminável que me faz sonhar com outros mundos tão diferentes do meu e cafés com gelo e sumos naturais servidos pelo empregado mais giro e mais simpático de sempre (que disse que eu o matava com o meu olhar). "Imperiais" a 80 cêntimos tiradas pelo velho Sr. Chico, ameijoas e canequinhas de cerveja gelada com vista para a Ria Formosa e bailaricos nas festinhas dos pescadores. Tudo isto e muito mais fizeram das duas primeiras semanas de Agosto 15 dias inesquecíveis. Claro que, como não há bela sem senão, não foram só coisas boas. Algumas intrigas ridículas (para as quais eu já não tenho a mínima paciência) quiseram dar o ar da sua graça, mas foram imediatamente abafadas por tudo o resto que foi tão bom.
Nestes 15 dias consegui abstrair-me quase a 100% de tudo o que me andava a atormentar. Vim de lá rejuvenescida, apesar de triste porque, afinal de contas, estas podem ter sido as minhas últimas férias neste paraíso que já me conhece há 19 anos.
Quando cheguei ao Porto, cansada da viagem e melancólica por aqueles dias terem passado a voar, rebentou a tal bomba. Se há coisa que eu valorizo nesta vida (e já o disse aqui muitas vezes) é a amizade. Não posso afirmar com certeza, mas acho que se calhar e dependendo obviamente de todo o contexto, seria capaz de perdoar uma traição de um homem. Agora a traição de um amigo, nunca! Porque não me entra na cabeça que um amigo possa trair outro. Afinal a amizade é tudo aquilo que a traição não é, certo? A amizade é sinceridade, honestidade, respeito. E a traição não é nada disso. Um amigo verdadeiro não trai, ponto final. E basicamente foi isto que me aconteceu: uma facada nas costas. Dada por uma "amiga" por quem eu era capaz de pôr as minhas mãos no fogo. Uma "amiga" a quem eu contava tudo, que sabia a minha vida, os meus problemas, que conhecia as minhas fraquezas. Uma "amiga" que tinha tudo de mim, toda a preocupação, todo o respeito, toda a Amizade. Que me traiu, que mentiu nos meus olhos, que brincou com os meus sentimentos. E, pior de tudo, podia ter evitado tudo isto. Mas, pura e simplesmente não o fez. Porquê? Por egoísmo. Foi uma grande desilusão. Doeu muito. Ainda dói.
Pensei em afastar-me das duas pessoas em causa por tempos indefinidos (sim, porque existe uma terceira pessoa envolvida), pensei que nunca na vida seria capaz de os encarar. Porque realmente doía muito. Mas agora decidi que não é nada disso que eu tenho que fazer. Tenho e vou aparecer à frente deles de cabeça erguida e com o meu melhor sorriso. Porque, apesar de eles me terem feito passar por otária, eu não tenho nada de que me envergonhar. Não fui eu que fiz asneiras aqui, não fui eu que deitei ao chão a minha dignidade. Foram eles. Foi ela, principalmente.
E assim ponho um ponto final nesta história, esperando sinceramente que ela não me volte a importunar nunca mais.
Entretanto tenho outras coisas com que me preocupar: a curto prazo o meu exame de condução (medo!) e a médio prazo a minha partida para Granada (Erasmus ai vou eu!).
E pronto, era "só" isto.

domingo, 10 de julho de 2011

Sumol


"Pratica a coragem. Sem medo. Sem te desviares um milímetro que seja de quem és. Não te acanhes, não te rebaixes, não fiques com nada por dizer. És mais bravo do que pensas e o teu corpo mais resistente do que imaginas. Segue. Vai contigo. Conta com aquilo que tens. Ouve o bichinho que te diz esquerda quando toda a gente vai para a direita. (Esse bichinho és tu, não o pises.). Pratica a tua intuição, vai mais vezes, erra as vezes que precisas. Dorme descansado. Tu não és mais ninguém, nunca o serás. Por mais que te gritem o contrário, tu és tu. Ponto. Por isso, pratica o desplante, a candura, o despropósito e o magnânime. Pratica o estrambólico, o arrumadinho e o absurdo. Pratica quem és. Só assim serás inteiro e te manterás original."


sábado, 9 de julho de 2011

Sempre que vejo este filme...


... Choro baba e ranho!
Adoro animais, amo cães. Porque são leais, a vida toda. Até ao último suspiro.
Por isso é que digo sempre que quantos mais Homens conheço, mais gosto de animais.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um dos "meus" provérbios

"Gato escaldado de água fria tem medo"

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vinte

O que me deixa mais feliz é saber que, realmente, o tempo suaviza tudo. Há precisamente um ano atrás estava tão infeliz, mas tão infeliz que nem dava para disfarçar. Hoje, no dia em que completo duas décadas de vida, sinto-me uma mulher realizada. Tenho tudo para ser feliz. Agora é só trabalhar. Tenho mais força do que nunca. Esperem e verão!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Digam o que disserem...

... as festas da Católica são as que têm melhor ambiente. Ontem conheci um rapaz muiiiiito fofinho, que me perguntou "como é que se chama?" e depois de eu lhe responder, pegou na minha mão, beijou-a e disse "eu sou o João". Eu e o João falamos durante alguns minutos, depois dispersamo-nos. E, no final da noite, voltamos a encontrar-nos. Não trocamos mail, número de telemóvel nem nada do género. Sabemos o nome um do outro e pouco mais. Gosto destas situações que acontecem naturalmente, em que não há exageros nem palavras que soam a falsidade.
Gostei muito da noite de ontem. O ambiente estava incrível, dancei como já não dançava há muito tempo, ri com vontade. Gostei de tudo.
E gostei de ti, João.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Perigo!


Tive hoje a minha primeira aula de condução e só tenho um comentário a fazer: TENHAM MUITO CUIDADO!

terça-feira, 8 de março de 2011

Do Dia Internacional da Mulher


Deixemo-nos de lirismos. A realidade, nua e crua, está neste vídeo. Como feminista assumida que sou, não posso ficar indiferente. E abstenho-me de outros comentários.
Vejam, está mesmo muito bom!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Tanta verdade

O que Sempre Soube das Mulheres

Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-semesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até amais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça,mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco.

Rui Zink, in Jornal Metro

domingo, 6 de março de 2011

Fim-de-semana de Carnaval

E cá estou eu, feliz da vida, na minha santa terrinha. Ontem fui tomar café ao sítio do costume, com as amigas de sempre. Muito nos rimos à conta de determinadas personagens que só mesmo aqui é que se encontram.
Hoje fico por casa na companhia do papá e a ir, de cinco em cinco minutos, ver a ninhada de cachorrinhos que nasceu há onze dias. Fico tipo mãe babada a olhar para eles. Parece ridículo, mas é verdade.
E amanha é Carnaval. Lá vou eu para Ovar, vestida (quase) a rigor, beber, conviver e dançar.
E pronto, para já é isto. Beijinhoooooos!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Da minha terrinha, que tanto amo

Este fim-de-semana vim para a terrinha. Adoro isto, mesmo. Primeiro de tudo por causa do meu pai. Segundo, por causa da quinta que tanto amo e que tanta importância teve ao longo do meu crescimento. Terceiro por causa dos amigos que cá tenho. Amigos de sempre e, muito provavelmente, para sempre. Porque se não deixaram de o ser perante tantas adversidades, não me parecem que deixem nunca, aconteça o que acontecer.
Não vivo sem este lugar. Claro que tem os seus defeitos, aliás, como qualquer outro. Mas isto para mim é mesmo importante. Se calhar não conseguia voltar a morar aqui a tempo inteiro, porque preciso de muito do que uma cidade grande me pode oferecer. Mas se passar muito tempo sem vir à terrinha, parece que me vou desintegrando, aos poucos. Falta-me o ar, acho que é isso. Já não vinha cá desde a passagem de ano, portanto, imaginem as saudades que eu não tinha disto. Agora que cá estou vou aproveitar ao máximo. E, acima de tudo, quero estar com a minha afilhada que, infelizmente, também já não vejo há muito tempo.
Entretanto soube que dentro de dois dias, no máximo, nasce outra ninhada de cachorrinhos Labradores cá na quinta. Por isso, já sabem, se alguém estiver interessado em adquirir um ou conhecer alguem que esteja, contactem-me. Muito agradecida.