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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Inacreditável

Ontem à noite aconteceu o impossível. Uma situação demasiado surreal para acontecer num país desenvolvido como é a Espanha. Estamos na Europa, meus senhores! Não num país de terceiro mundo. Aliás, creio que nem nesses países situações destas acontecem. Discriminação? Em pleno século XXI? Onde é que vamos parar assim?
Sim, estou mesmo revoltada.
Pelo menos escrevemos no livro de reclamações. Pode ser que a brincadeira não saia impune.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Porque é que os professores mais interessantes da minha faculdade (ainda) não me dão aulas?

Chapéus há muitos – o caso do papacete

Andamos cansados da seriedade com que temos de nos comportar, fruto da mensagem multidiária de que a situação do país é grave, de que a da Europa é preocupante e de que o mundo, no seu geral, é uma merda.
Não partilho. Pode ser que seja verdade, mas não partilho. E acho que nos devemos rir, que devemos achar piada a tudo e a nada, que devemos aprender com os brasileiros, que se divertem por dá cá aquela palha, que acordam divertidos, fogem dum tiroteio num autocarro, arrancam à pressa num semáforo a fugir dum pivete, largam uma nota mal são abordados por essa omnipresente figura das grandes metrópoles que é o bandjido (assim mesmo, com j, de acordo com o meu desacordo ortográfico), e à noite se deitam felizes e com a sensação do dever cumprido.
Assim é que é, assim é que deve ser, e por isso venho propor rirmo-nos com a coisa mais sisuda de todas. E qual é essa coisa? De acordo com uma sondagem que nunca fiz, é a religião. Proponho-me analisar um assunto que não vi ainda ocupar ninguém: o da relação entre a religião e os chapéus – porque chapéus há muitos, e religiões também.
A religião é uma coisa muito séria. É por isso que na missa não nos podemos rir. É também uma coisa muito difícil. Veja-se o dogma da Santíssima Trindade, em que três são um e um é três – que é, portanto, a conta que Deus fez. Deus, por sua vez, também é a Santíssima Trindade, que também é Deus, sem que sejam, no entanto, a mesma coisa, porque nenhum deles é coisa, mas espírito.
Vê-se ainda que é um assunto muito complicado quando atentamos no facto de ser a Terra Santa o único lugar do mundo que nunca esteve em paz. E há também as guerras santas, que são guerras cheias de raiva e com muitas bombas como todas as guerras.
Pior do que uma guerra santa só os santos em guerra – mas esses não podem, porque estão no céu, que, por definição, é todo o contrário de tudo o que é mau. E a prova do que digo é que é possível haver um dia de todos os santos, mas seria impossível o dia de todos os políticos ou de todos os adeptos de clubes de futebol.
Mas a parte em que a religião se torna mais labiríntica é quando atentamos no que se passa com os chapéus. Os padres normais, que estão para a igreja como os soldados rasos para o exército, não usam chapéu. Têm, em vez dele, de ostentar uma pelada circular geometricamente situada no cocuruto da cabeça, modo de arrefecimento do espírito que arrastam dos tempos em que eram os únicos com acesso à instrução e ao pensamento.
Os religiosos de convento usavam um capuz, que simbolizava a singeleza, tal como os pés descalços. Os mais devotos eram, por consequência, os Capuchinhos e os Franciscanos dos Pés Descalços. (Os frades das Caldas vieram muito depois e não contam para este ranking).
Quando se sobe na hierarquia sobe a categoria do chapéu, até chegarmos à mitra, espécie de bicórnio ostentado pelos bispos. A mitra é imponente e a sua grandiosidade, que ocupa quase um terço do bispo, não visa simbolizar a opulência, mas apenas aumentar-lhe tamanho, de modo a pô-lo mais perto de Deus.
É por isso que se torna incompreensível, à luz deste princípio hierárquico do tamanho dos chapéus, que o chefe supremo da Igreja Católica envergue aquela meia-tigela colada ao couro cabeludo.
Pode supor-se, por exemplo, que já não seria sustentável, no sentido gravitacional do termo, um chapéu ainda maior do que a mitra; ou que, sendo o Sumo Pontífice infalível, já não precisasse de ostentar tanta pompa recorrendo a um truque, afinal, tão infantil.
Infantil, sim: veja-se como as crianças se fascinam com os chapéus dos palhaços, como a Coca-Cola lhes dedica gamas impressionantes de bonés, como se divertem a fazer chapeletes de papel.
Mas prossigamos no desvendar da razão de ser daquela meia-lua que, como noutros tempos noutros papas, encima hoje a cabeça de Ratzinger.
Pode ser, afinal, que se destine apenas a cobrir a pelada papal, trazida involuntariamente do tempo em que era um simples pároco de aldeia. Enfim, talvez sirva em última análise como capacete, suavizando possíveis pancadas com que alguns paranóicos tentam atingir o Santo Padre à quarta-feira na Praça de S. Pedro.
Ignoro o nome daquele chapelete que é, no fundo, a imagem de marca do Papa. Proponho, por isso, chamar-lhe papacete. “Olha, lá vai ele: o Papa no seu papamóvel com o seu papacete!”, grita a turba nos 4 recantos dos 5 continentes à passagem de Sua Santidade.
Sou a favor da coragem do Papa para alterar alguns dos anacronismos da Igreja Católica, a começar pela interdição do sacerdócio das mulheres e pelo casamento gay nos curas. Mas já sou visceralmente contra o ímpeto reformista que ousasse pensar em pôr de lado o papacete. Mudar, sim – mas tanto não.


Luís Fernandes (daqui)

domingo, 5 de junho de 2011

Siga VOTAR!

Mais do que um direito, é um dever. Não se esqueçam! Ah, e não votem em branco nem nulo... Se não gostam de nenhum dos "grandes", votem num dos mais "pequeninos". É isso mesmo que eu vou fazer.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mais do mesmo ♥

























Fairy tales do come true ♥












Volto a dizer que a Kate estava perfeitamente deslumbrante no seu vestido Alexander Mcqueen by Sarah Burton. O casamento foi lindo, lindo lindo. Um verdadeiro conto de fadas!

What a princess!

Estou a acompanhar em directo o casamento real e estou completamente encantada! A Kate está um espanto e o William, como não poderia deixar de ser, super elegante.
Aiii, quero uma história destas para mim!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

Do Dia Internacional da Mulher


Deixemo-nos de lirismos. A realidade, nua e crua, está neste vídeo. Como feminista assumida que sou, não posso ficar indiferente. E abstenho-me de outros comentários.
Vejam, está mesmo muito bom!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Revolução

Amanhã vai haver uma revolução na minha faculdade. Está marcada para as 14.30. Vai ser bonito ver os alunos a reivindicarem os seus direitos. Eu lá estarei, obviamente. E até acho que isto já devia ter sido feito há algum tempo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Das eleições

O problema dos portugueses é que são conformistas. Não gostam de mudar, preferem continuar mal a arriscar. Não votam porque acham que não é o seu vota que "vai fazer a diferença". Por isso é que eu acho que devia ser obrigatório votar. E eu não sou exemplo para ninguém, porque nos dois últimos actos eleitorais não votei. Mas hoje fui à escola que ficava nos quintos dos infernos exercer o meu dever cívico - sim, porque votar é muito mais do que um direito - de voto.
Se fiquei contente com os resultados? Não. Se já estava à espera? Totalmente. O problema é que muitas das pessoas que se mostram descontentes nem se deram ao trabalho que levantar o rabo do sofá para ir votar. E essas, meus caros, não têm o direito de ficar descontentes com que quer que seja. Se o direito de voto existe é precisamente para isso: para as pessoas poderem mudar o que acham que está errado.
País pequenino, o nosso. E não falo de Geografia, falo de Alma.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Sobre o Mourinho

Adoro-o. Mesmo. Tenho uma paixão assolapada por este homem. E achei absolutamente delicioso o discurso que ele fez hoje quando recebeu o prémio de melhor treinador do Mundo. Gosto dele porque é determinado, ambicioso, não tem papas na língua nem é de falsas modéstias. Já para não falar que é um dos homens mais charmosos de sempre. Hoje senti orgulho em ser portuguesa, graças a ele. Não percebo nada de futebol, mas pelo que dizem foi feita justiça. E para aqueles que dizem que ele tem um coração de pedra, que é uma pessoa fria e calculista, acho que se isto não serviu para os fazer mudar de opinião, pode ser que as palavras e a emoção por parte dele, hoje, faça.


sábado, 8 de janeiro de 2011

Sobre a morte do Carlos Castro

Hoje à tarde, quando acordei, desenrolou-se a seguinte conversa com a minha mãe:

Ela: Ainda bem que acordaste! Tenho imensas novidades para te contar!
Eu: ...
Ela: Sabes aquele jornalista das revistas cor-de-rosa, extremamente irritante - o Carlos Castro?
Eu: Morreu?!
Ela: Foi encontrado morto, num quarto de um dos melhores hotéis de NY.
Eu: A sério?! Mas como?...
Ela: Consta que estava lá de férias com o namorado, um miúdo de 20 e poucos anos, manequim. Parece que tinham um jantar combinado com uma filha de um jornalista, de quem eram amigos. Ela foi ter com eles ao hotel e cruzou-se com o miúdo. Achou que ele estava com uma expressão estranha e perguntou pelo Carlos. Ao que ele respondeu "O Carlos hoje já não sai mais do quarto" e foi-se embora. A amiga achou por bem saber o que se passada e dirigiu-se ao gerente do hotel. Após várias tentativas de o contactarem via telefone, foram ao quarto. E ai depararam-se com um cenário macabro: um poça de sangue enorme, o Carlos Castro morto e - o mais terrível da cena - castrado.

Não haja dúvida que uma notícia destas me deixou logo bem acordadinha. Depois de investigar alguma coisa sobre o tal miúdo, descobri que afinal ele é o Renato Seabra, manequim em início de carreira, lançado recentemente pelo programa de televisão Face Model of the Year, no qual aliás ficou em terceiro lugar. Tem 21 anos e está (ou estava) quase a acabar a licenciatura em Ciências do Desporto. No final do dito programa de televisão, foi imediatamente agenciado pela Fátima Lopes e afirmava querer conciliar a moda com a sua área de formação académica.
Ora muito bem, há aqui qualquer coisa que não bate certo. O que é que leva um aparente promissor jovem de 21 anos a envolver-se numa situação destas? É certo que ainda não se sabe se a mutilação sexual foi cometida antes ou depois do assassinato - pormenor esse que faz toda a diferença - mas, ainda assim, porquê? Ele fugiu e foi mais tarde encontrado com ferimentos nos pulsos que indicavam tentativa de suicido. Tenho para mim que esta história é ainda mais complicada do que aquilo que parece. Aguardo ansiosamente desenvolvimentos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Revolta

Estive a ver a série Condenados, na SIC, e estou revoltada.
Pronto, era só para dizer isto.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

É impressão minha...

Ou está toda a gente a cagar-se bem de alto para toda a gente? E, pior, toda a gente vive bem com isso?! Cambada de conformistas!

domingo, 24 de outubro de 2010

Mundo ao contrário

Veio agora uma senhora bater à porta de minha casa para pedir, por favor, agasalhos para ela e para a filha de 18 anos - estamos a viver na rua e temos frio. A senhora estava com um chinelos tipo havaianas nos pés. Chove lá fora. Eu, a minha mãe e a minha irmã reunimos o máximo de coisas que conseguimos. Dei-lhe metade das minhas camisolas e casacos de inverno. O que para mim é igual, para ela faz toda a diferença. Dá que pensar. Demos de tudo, desde roupa, a calçado, a lençóis e cobertores. A senhora foi embora, agradecida. Quando voltamos para o quentinho da nossa sala de estar estava a dar uma reportagem sobre sapatos. Dizia uma senhora, cheia de orgulho, que tinha comprado um par por 500 euros. Com quinhentos euros quantas pessoas poderia agasalhar esta senhora? Engraçado, não é? Não. É este o mundo em que vivemos.