quinta-feira, 20 de agosto de 2009

(a)perto



14/08/2009

Cheguei agora a casa. São cinco da manhã e passei a minha última noite numa esplanada fechada, numa intensa partilha de histórias de vida. Fez-me bem. Agora sinto-me mais leve.
Odeio despedidas, como bem sabes. Refugiei-me no gelado de dolce de leche e subi para o terraço - ouvi falar de uma chuva de estrelas! Deito-me no chão. Não há céu tão brilhante e estrelado como este. Contemplo-o. Cai uma estrela. Sorrio e peço um desejo: não quero passar o resto da minha vida sem te ver. Cai-me uma lágrima do canto do meu olho direito. Arrepio-me. Não sei se é o medo de te perder no espaço e no tempo futuros ou se é pura e simplesmente frio.
Desço e deito-me nesta cama pela última vez. Amanhã é dia de partir.

Até já...


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