quarta-feira, 7 de abril de 2010

Boas respostas

- Que se passa contigo?

- Que se passa? Amores e desamores...

- O eterno vicio humano... Podia querer dizer-te alguma coisa que ajudasse, mas seria tudo opiniões descontextualizadas e moldadas à minha experiência pessoal. Confio em ti para dares a volta! Se o tipo não estiver na tua onda, um mais digno e honrado, montado a cavalo, chegará.

- Esses dignos e honrados, montados a cavalo, já não existem. Desta vez é mais difícil, mas hei-de dar a volta! Mais cedo, ou mais tarde...

- Não te quis estar a dizer isso, mas já és brava por pensares dessa maneira. Confio em ti para dares a volta!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

sábado, 3 de abril de 2010

Nosso

Hoje saí de casa sem rumo, sem companhia... Comecei a andar e o vento gelado a bater-me na cara e no peito. Não me incomodava, senti-me quase como se estivesse morta. Quando dei por mim estava a encaminhar-me para um dos nossos sítios. Nunca tinha percorrido aquele caminho sem ti. Nessa altura apercebi-me que não fazia sentido. Não, não faz sentido. Porque motivo não podemos estar perto de quem gostamos? No outro dia li algures que o destino por vezes une duas pessoas que se amam apenas para depois as separar.
Cheguei àquelas escadas. Lembras-te daquelas escadas? Estivemos lá horas, numa noite. Era domingo e não havia nenhum sitio aberto ali perto. Estava muito frio, mas nós não nos importávamos. Tinhamo-nos um ao outro e isso era mais do que suficiente. Hoje voltei a sentar-me lá. O mesmo frio. Por breves instantes quase senti o teu abraço, a tentar aquecer-me. Estive ali sentada durante muito tempo. Chorei. Chorei muito. O frio foi mais forte por isso levantei-me e fui ao nosso café. Também nunca lá tinha entrado sem ti. Por instinto, dirigi-me àquela mesa, à nossa mesa. Acabei por não me sentar lá, achei que seria ainda mais difícil. Sentei-me então noutra mesa. Pedi um café ao empregado de sempre. Lembras-te do empregado? Tu costumavas chamar-lhe Zé, em tom de gozo. Acho que até ele estranhou ver-me ali sozinha, sem ti. O café chegou (o Zé sempre me serviu muito rapidamente, lembras-te? Tu dizias que ele gostava mais de mim do que de ti. E agora tem razões para isso - tu abandonaste-o. Eu continuo aqui...). Não aguentei. Voltei a desmoronar. A olhar para aquela mesa lembrei-me de tudo. Adoravas envergonhar-me a frente das pessoas. Escolhias sempre as horas em que o café enchia para fazeres as figuras mais tristes. Eu chamava-te estúpido e dizia que te odiava. E ria, ria, ria... Tu fazias-me rir, sempre! Mesmo quando discutíamos. Agora que não te tenho, agora que te perdi, perdi também a vontade de rir. A minha gargalhada já não tem o fogo que tinha. Os meus olhos perderam o brilho.
Fazes-me falta. Já te tinha dito?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Dia sim, dia não

Se ontem foi um dia em que a esperança imperou, um dia em que eu me achei capaz de superar tudo isto que me tem acontecido, hoje, volta tudo ao normal. Ontem não chorei uma única lágrima, coisa que já não acontecia há mais de uma semana. Hoje acordei com uma enorme vontade de chorar. Sinto um aperto muito forte no peito, às vezes parece que me falta o ar.
Se vocês soubessem a falta que ele me faz. Se vocês soubessem o quanto eu gosto dele. Nem eu consigo explicar! Sinto-me fraca por não conseguir superar isto de uma vez por todas. Sinto-me incompreendida. E pior que isso, ainda não consegui aceitar esta situação. Preciso de uma conversa, nem que seja uma última conversa. Só assim vou conseguir guardar tudo numa gaveta, tranca-la e deitar a chave fora. É tão difícil ser deixada assim, sem resposta, como quem deita fora algo que já não serve, que já não presta. Às vezes é assim que penso - que não presto, que não lhe sirvo, que não fui suficientemente boa para ele, que não dei tudo o que podia dar, que não dei o meu máximo. Se calhar as coisas nem são bem assim. Não sei. Mas preciso de arranjar uma explicação, não vou conseguir seguir em frente sem ter uma explicação. Sinto-me tão no fundo do poço... Algum de vocês me percebe?!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Tempo de mudar

Tenho de mudar. E, acreditem ou não, eu vou conseguir. Vou conseguir deitar tudo para trás das costas e esquecer. Sim, esquecer o que me une a ele. Às vezes sinto-me realmente estúpida. As pessoas deviam efectivamente vir com um manual de instruções. Porque é que quando nos partem o coração, quando nos fazem sofrer assim tanto não conseguimos simplesmente esquecer e seguir em frente? Eu, pelo menos, não consigo. É que, apesar de tudo, continuo a gostar dele da mesma maneira, a quere-lo, a desejá-lo com todas as forças. Sobretudo, a desejar que o tempo pudesse voltar atrás, só para ter oportunidade de aproveitar com a máxima intensidade cada minutinho passado com ele.
Agora acabou, eu sei. A minha vida não está bem. Não posso negar que o principal motivo é ele, mas não é só isso. Ainda assim, se eu não fizer por mudar, ninguém o vai fazer por mim! É tempo de levantar a cabeça porque, como diz a música, a vida não para. Tenho 19 anos e muitos desgostos passados. Tenho 19 anos e ainda muitos desgostos por passar. Tenho 19 anos e uma longa vida à minha espera. É certo que é difícil mudar, ainda mais para mim que não aceito facilmente as mudanças. Mas há fases em é inevitável mudar. Esta é uma delas. Tenho de dar um rumo à minha vida, decidir finalmente aquilo que quero. E, o mais importante e, ao mesmo tempo, o mais complicado: interiorizar que, de facto, ele tem de ser esquecido.
Enfim... Hoje vou sair, vou ouvir a melhor música que existe para relaxar e sentir a paz no meu espírito. Hoje é dia para consciencializar a mudança. Amanhã será dia de agir.
Desejem-me sorte!

A vida é para quem topa qualquer parada e não para quem para em qualquer topada.
Bob Marley