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domingo, 20 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Mãe
Como não
poderia deixar de ser, hoje, cá estou eu para escrever sobre... adivinhem lá! A minha mãe! A minha mãe é daquelas pessoas que merecia que lhe oferecesse flores todos os dias. Ainda não a vi hoje, mas não por culpa minha! Não tendo passado a noite em casa, esforcei-me para acordar relativamente cedo, pelo caminho comprei-lhe um ramo de flores e ao meio-dia estava em casa. Eis o meu espanto quando me deparo com a ausência dela. Tinha ido almoçar com a minha avó, claro está. Entretanto fui dormir outra vez e só acordei à bocadinho. Agora vou arranjar-me, pegar novamente no raminho de flores e rumar até casa da minha querida avó. Porque não posso deixar de estar com a minha mãe no dia dela.
A minha mãe é uma pessoa muito especial. E, parecendo ou não, é uma pessoa muito forte. É uma grande Mulher. Devo-lhe grande parte daquilo que sou e estou-lhe eternamente grata por isso. Ela é uma excelente pessoa e, talvez por isso, tenha sofrido tanto ao longo da vida. Sempre me tentou incutir que as boas pessoas, neste mundo em que vivemos, não chegam a lado nenhum. Sempre me tentou ensinar que, antes dos outros, estou eu e que tenho de aprender a preocupar-me comigo antes de me preocupar com quem quer que seja. Tenho muita pena de nem sempre conseguir seguir tão sábios conselhos. E tenho plena noção de que, se conseguisse, seria uma pessoa bastante mais feliz.
Se calhar por sermos tão parecidas, às vezes chocamos um bocadinho. Às vezes sinto que ela não me compreende. Às vezes acho-a fria e injusta. Mas no final das contas, acabo sempre por concluir que tudo, TUDO o que ela faz é única e exclusivamente para o meu bem. A minha mãe é uma pessoa sensível, mas com os desgostos de uma vida inteira, aprendeu a camuflar-se. Eu não a julgo por isso, muito pelo contrário, aliás. Com qualquer mãe, a minha preocupa-se demasiado. Eu acho isso amoroso, quando não se torna saturante! Mas vá, é só um aspectozinho menos bom no meio de tantos maravilhosos.
Agora vou passar o resto do meu dia com ela, dar-lhe muitos beijinhos e dizer-lhe (como quando era pequenina) que ela é a minha melhor amiga e gosto muito muito muito dela.
poderia deixar de ser, hoje, cá estou eu para escrever sobre... adivinhem lá! A minha mãe! A minha mãe é daquelas pessoas que merecia que lhe oferecesse flores todos os dias. Ainda não a vi hoje, mas não por culpa minha! Não tendo passado a noite em casa, esforcei-me para acordar relativamente cedo, pelo caminho comprei-lhe um ramo de flores e ao meio-dia estava em casa. Eis o meu espanto quando me deparo com a ausência dela. Tinha ido almoçar com a minha avó, claro está. Entretanto fui dormir outra vez e só acordei à bocadinho. Agora vou arranjar-me, pegar novamente no raminho de flores e rumar até casa da minha querida avó. Porque não posso deixar de estar com a minha mãe no dia dela.A minha mãe é uma pessoa muito especial. E, parecendo ou não, é uma pessoa muito forte. É uma grande Mulher. Devo-lhe grande parte daquilo que sou e estou-lhe eternamente grata por isso. Ela é uma excelente pessoa e, talvez por isso, tenha sofrido tanto ao longo da vida. Sempre me tentou incutir que as boas pessoas, neste mundo em que vivemos, não chegam a lado nenhum. Sempre me tentou ensinar que, antes dos outros, estou eu e que tenho de aprender a preocupar-me comigo antes de me preocupar com quem quer que seja. Tenho muita pena de nem sempre conseguir seguir tão sábios conselhos. E tenho plena noção de que, se conseguisse, seria uma pessoa bastante mais feliz.
Se calhar por sermos tão parecidas, às vezes chocamos um bocadinho. Às vezes sinto que ela não me compreende. Às vezes acho-a fria e injusta. Mas no final das contas, acabo sempre por concluir que tudo, TUDO o que ela faz é única e exclusivamente para o meu bem. A minha mãe é uma pessoa sensível, mas com os desgostos de uma vida inteira, aprendeu a camuflar-se. Eu não a julgo por isso, muito pelo contrário, aliás. Com qualquer mãe, a minha preocupa-se demasiado. Eu acho isso amoroso, quando não se torna saturante! Mas vá, é só um aspectozinho menos bom no meio de tantos maravilhosos.
Agora vou passar o resto do meu dia com ela, dar-lhe muitos beijinhos e dizer-lhe (como quando era pequenina) que ela é a minha melhor amiga e gosto muito muito muito dela.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
Previsões
Ontem tive um dia de loucos. E hoje também. Isto de ser estudante universitário e ter descontos nos bilhetes para a Queima leva a que, nesta altura, toda a gente queira ser o meu melhor amigo. E eu, como boa pessoa que sou (sou, digam o que disserem!), lá ando a correr todos os postos de venda para não deixar ninguém ficar mal.
Hoje foi mais giro. Fui com a minha querida Verinha Mágica comprar o traje dela. Parece estúpido, mas senti-me mesmo orgulhosa. Mais do que a própria, acho eu! Ela foi das poucas Amizades (com A maiúsculo) que eu construí naquela faculdade. É das melhores pessoas que por lá pára e, seja o que for que o futuro nos reserva, sinto que construímos uma ligação para a vida. Apoiamo-nos muito durante este tempo que passámos juntas, talvez por partilharmos muitos dos mesmos problemas.
Amanha começa a Queima e lá estarei eu para a abertura oficial. É a Serenata que a inaugura e muito bem inaugurada, diga-se. Vai ser tempo de celebrar a amizade, as de sempre e as mais recentes, de rever velhos amigos (aqueles que só se encontram exclusivamente na Queima , em que fazemos promessas mutuas de, "num dia destes", combinarmos um café que nunca chega a acontecer), de dançar, de rir e de chorar de emoção, de beber, de viver.
E pronto, grandes loucuras se prevêem. Mas loucuras das boas, claro!
Hoje foi mais giro. Fui com a minha querida Verinha Mágica comprar o traje dela. Parece estúpido, mas senti-me mesmo orgulhosa. Mais do que a própria, acho eu! Ela foi das poucas Amizades (com A maiúsculo) que eu construí naquela faculdade. É das melhores pessoas que por lá pára e, seja o que for que o futuro nos reserva, sinto que construímos uma ligação para a vida. Apoiamo-nos muito durante este tempo que passámos juntas, talvez por partilharmos muitos dos mesmos problemas.
Amanha começa a Queima e lá estarei eu para a abertura oficial. É a Serenata que a inaugura e muito bem inaugurada, diga-se. Vai ser tempo de celebrar a amizade, as de sempre e as mais recentes, de rever velhos amigos (aqueles que só se encontram exclusivamente na Queima , em que fazemos promessas mutuas de, "num dia destes", combinarmos um café que nunca chega a acontecer), de dançar, de rir e de chorar de emoção, de beber, de viver.
E pronto, grandes loucuras se prevêem. Mas loucuras das boas, claro!
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
V
Podia escrever sobre muita coisa, muitas pessoas, muitos lugares. Mas hoje, hoje apetece-me escrever sobre ela.
Ela chegou assim de mansinho, como quem não quer a coisa e, também como quem não quer a coisa, foi ganhando um lugar cada vez mais especial no mais profundo do meu peito. Tão especial que se tornou imprescindível. É verdade que nem sempre concordamos, já tivemos as nossas divergências e chegamos até a ter discussões feias. No final, sabíamos sempre que muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa. Gosto dela porque é directa e assertiva. Diz o que tem a dizer, sem papas na língua. Nunca com malícia, é importante referir. Gosto dela porque sabe ouvir. Oh! O que ela já ouviu de mim! Pode nem sempre saber o que dizer, mas para ouvir não há pessoa melhor do que ela. E ouve com atenção, mais, ela ouve com o coração. Já chorei com ela, já caí e precisei da mão dela para me conseguir levantar. Já a vi sofrer e ninguém sabe o quando isso me doeu. E já passamos tão bons momentos juntas, lembras-te? Cometemos algumas loucuras, alguns excessos, dissemos as maiores barbaridades, falamos mal de muita gente, fizemos muitos filmes por aí… Adoro a verdade que está por trás do sorriso dela. Vocês não imaginam, mas o sorriso dela ilumina até as noites mais escuras. Às vezes é fria e nem sempre lido bem com isso. Mas respeito e até admiro, porque às vezes na vida é bem mais sensato olhar certas situações com uma pontinha de frieza. Ela diz que não é pessoa de sentir saudades. Eu sou.
A vida é assim – não pára. Por um motivo ou por outro afasta-nos das pessoas mais importantes. Mas nós continuamos perto, apesar de tudo. E tenho de agradecer ao acaso que a trouxe até mim ou que me levou até ela. E se é verdade que as pessoas entram na nossa vida por acaso, também é verdade que não é por acaso que elas permanecem. Tão diferente mas tão igual a mim… É assim que eu gosto dela.
Ela chegou assim de mansinho, como quem não quer a coisa e, também como quem não quer a coisa, foi ganhando um lugar cada vez mais especial no mais profundo do meu peito. Tão especial que se tornou imprescindível. É verdade que nem sempre concordamos, já tivemos as nossas divergências e chegamos até a ter discussões feias. No final, sabíamos sempre que muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa. Gosto dela porque é directa e assertiva. Diz o que tem a dizer, sem papas na língua. Nunca com malícia, é importante referir. Gosto dela porque sabe ouvir. Oh! O que ela já ouviu de mim! Pode nem sempre saber o que dizer, mas para ouvir não há pessoa melhor do que ela. E ouve com atenção, mais, ela ouve com o coração. Já chorei com ela, já caí e precisei da mão dela para me conseguir levantar. Já a vi sofrer e ninguém sabe o quando isso me doeu. E já passamos tão bons momentos juntas, lembras-te? Cometemos algumas loucuras, alguns excessos, dissemos as maiores barbaridades, falamos mal de muita gente, fizemos muitos filmes por aí… Adoro a verdade que está por trás do sorriso dela. Vocês não imaginam, mas o sorriso dela ilumina até as noites mais escuras. Às vezes é fria e nem sempre lido bem com isso. Mas respeito e até admiro, porque às vezes na vida é bem mais sensato olhar certas situações com uma pontinha de frieza. Ela diz que não é pessoa de sentir saudades. Eu sou.
A vida é assim – não pára. Por um motivo ou por outro afasta-nos das pessoas mais importantes. Mas nós continuamos perto, apesar de tudo. E tenho de agradecer ao acaso que a trouxe até mim ou que me levou até ela. E se é verdade que as pessoas entram na nossa vida por acaso, também é verdade que não é por acaso que elas permanecem. Tão diferente mas tão igual a mim… É assim que eu gosto dela.
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domingo, 31 de maio de 2009
Baile de Finalistas
Não tenho palavras para descrever a noite de ontem, não tenho mesmo. Foi muito mais do que uma simples noite de gala. Foi um convívio entre amigos, colegas, professores e afins, um convívio que tão cedo (ou se calhar nunca mais) vamos voltar a viver. Os brindes que fizemos dizem tudo: muita festa, muitas mocas e, sobretudo, muita amizade para sempre!
Porque apesar de eu saber que há pessoas que fizeram parte dos meus anos de escola, que provavelmente nunca mais vou ver nem ouvir falar, também sei que, por outro lado, há outras que vão estar sempre do meu lado, independentemente de todas as distâncias. São amizades para a vida, porque tudo aquilo que vivemos e partilhamos foi forte demais para ser esquecido ou posto de parte. Seja por bons ou maus motivos, é a vocês que tenho de agradecer a pessoa que, hoje, sou. Foi ao vosso lado que ao longo dos anos fui construindo o minha personalidade. Foi com vocês que experienciei alguns dos momentos mais fantásticos da minha vida. Foram vocês que me ensinaram a olhar para as adversidades que surgem com outros olhos. Foram vocês que sempre que eu caí, me estenderam a mão para me ajudarem a levantar. Por isto tudo e por muitos outros motivos que agora a emoção não me permite enumerar, obrigada!
É o fim de uma fase. É o inicio de outra. Espero que o melhor de tudo o que já aconteceu seja o pior de tudo o que ainda vai acontecer, tanto para mim como para vocês, meus meninos do coração!
Estou emocionada, sim. Mas chega de lamechices! Eu sei que ainda vêm por aí grandes momentos e sei que, aconteça o que acontecer, vamos estar sempre juntos.
"Unidos pelas mocas, vai ser sempre assim!"
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quarta-feira, 25 de março de 2009
Immortal Beloved
The Third Letter
Good morning, on July 7
Though still in bed, my thoughts go out to you, my Immortal Beloved, now and then joyfully, then sadly, waiting to learn whether or not fate will hear us - I can live only wholly with you or not at all - Yes, I am resolved to wander so long away from you until I can fly to your arms and say that I am really at home with you, and can send my soul enwrapped in you into the land of spirits - Yes, unhappily it must be so - You will be the more contained since you know my fidelity to you. No one else can ever possess my heart - never - never - Oh God, why must one be parted from one whom one so loves. And yet my life in V is now a wretched life - Your love makes me at once the happiest and the unhappiest of men - At my age I need a steady, quiet life - can that be so in our connection? My angel, I have just been told that the mailcoach goes every day - therefore I must close at once so that you may receive the letter at once - Be calm, only by a calm consideration of our existence can we achieve our purpose to live together - Be calm - love me - today - yesterday - what tearful longings for you - you - you - my life - my all - farewell. Oh continue to love me - never misjudge the most faithful heart of your beloved.
Ever thine,
Ever mine,
Ever ours,
Good morning, on July 7
Though still in bed, my thoughts go out to you, my Immortal Beloved, now and then joyfully, then sadly, waiting to learn whether or not fate will hear us - I can live only wholly with you or not at all - Yes, I am resolved to wander so long away from you until I can fly to your arms and say that I am really at home with you, and can send my soul enwrapped in you into the land of spirits - Yes, unhappily it must be so - You will be the more contained since you know my fidelity to you. No one else can ever possess my heart - never - never - Oh God, why must one be parted from one whom one so loves. And yet my life in V is now a wretched life - Your love makes me at once the happiest and the unhappiest of men - At my age I need a steady, quiet life - can that be so in our connection? My angel, I have just been told that the mailcoach goes every day - therefore I must close at once so that you may receive the letter at once - Be calm, only by a calm consideration of our existence can we achieve our purpose to live together - Be calm - love me - today - yesterday - what tearful longings for you - you - you - my life - my all - farewell. Oh continue to love me - never misjudge the most faithful heart of your beloved.
Ever thine,
Ever mine,
Ever ours,
Ludwig van Beethoven
sábado, 7 de março de 2009
Those three words
Vale a pena acrescentar alguma coisa?
(Amo a simplicidade!)
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Só ele pode ficar:
A simplicidades da letra, que acaba por ser tão profunda... Diz-me muito porque se encaixa na perfeição em algo que me aconteceu, numa noite num desses Verões perdidos no passado.
Ela sorriu
E ele foi atrás.
Ela despiu
E ela o satifaz.
Passa a noite, passa o tempo
Devagar...
Já é dia, já é hora
De voltar
Aqui ao luar,
Ao pé de ti,
Ao pé do mar,
Só o sonho fica só ele pode ficar...
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
A Noite
Estive a pensar naquela noite. Tentei recuperar todos os pormenores, mas não consigo... Não sei porquê, mas não me lembro de tudo o que se passou. Se calhar, é da ferida... Esta ferida que teima em não sarar está a apagar todos as memórias boas que tenho de “nós” e a acentuar as más...
Não me lembro como é que o nosso primeiro beijo aconteceu. Só me lembro de estar abraçada a ti e sentir o cheiro do teu perfume que, a partir dessa noite, passou a ser também o “meu” perfume.
“- O sonho tornou-se realidade!
- Parece que sim...”
Eu nem tinha bem noção do que estava a acontecer. Eu já nem conseguia distinguir o sonho da realidade. Eu não fazia ideia que aquela noite iria mudar a minha vida. Eu só sabia que, para mim, era tudo perfeito. Tu eras perfeito e eu não queria que aquele momento acabasse nunca.
“ - Queres beber?
- Não...”
Eu não precisava de beber. Eu não precisava de nada. Só queria estar ali contigo... Ali, ou em qualquer lugar do Mundo.
E a pulseira? Tu viste-a, tocaste nela e ficaste durante uns segundos a contempla-la. Depois olhaste para mim, sorriste e beijaste-me.
Já era de manhã. Estávamos os dois a andar, juntos, quando tu voltaste a falar do meu sonho.
“- Está a ser melhor do que o sonho?
- Muito melhor!”
Claro que foi muito melhor do que qualquer sonho, pelo simples facto do que estava a acontecer connosco ser real.
Estávamos tão envolvidos, os dois. Tínhamos montes de gente à nossa volta, mas era como se estivéssemos sózinhos. Como se, por uma noite, o Mundo fosse só nosso.
“- És tão linda…
- Não digas asneiras!
- Estás a deixar-me maluco, Leonor !”
E nós não descolávamos um do outro. Eu, nos teus braços, sentia-me totalmente protegida, sentia que nada de mal me podia acontecer. Ao olhar para ti, ao beijar-te, eu sabia que por ti era capaz de ir para o fim do Mundo. Era capaz de largar tudo e todos, desde que ficasses comigo, assim como estávamos naquela noite, para sempre.
E foi nessa altura que o disseste. Sussurraste-o ao meu ouvido.
“- Adoro-te.”
Respondi-te, apesar de não ter verbalizado nada. Mas eu sei que tu recebeste a minha resposta. E só tu a sabes. E eu também sei uma coisa. Por mais pessoas que passem na minha vida, por mais palavras bonitas que me sussurrem ao ouvido, eu sei que nunca irei esquecer aquele momento. Porque foi o nosso momento. Porque foi a nossa noite.
Hoje é o dia em que pergunto a mim mesma o porquê. Porquê? Porquê e para quê aquela noite tão especial, tão mágica?
Passaram mais de seis meses. Aconteceu muita coisa. Mas apesar de tudo, acordo todos os dias a gostar um bocadinho mais de ti. E digo a mim mesma: “Mas afinal, quem é que eu quero enganar? Eu amo aquele miúdo.” ♥
(Hoje estou extremamente lamechas, peço desculpa!)
Não me lembro como é que o nosso primeiro beijo aconteceu. Só me lembro de estar abraçada a ti e sentir o cheiro do teu perfume que, a partir dessa noite, passou a ser também o “meu” perfume.
“- O sonho tornou-se realidade!
- Parece que sim...”
Eu nem tinha bem noção do que estava a acontecer. Eu já nem conseguia distinguir o sonho da realidade. Eu não fazia ideia que aquela noite iria mudar a minha vida. Eu só sabia que, para mim, era tudo perfeito. Tu eras perfeito e eu não queria que aquele momento acabasse nunca.
“ - Queres beber?
- Não...”
Eu não precisava de beber. Eu não precisava de nada. Só queria estar ali contigo... Ali, ou em qualquer lugar do Mundo.
E a pulseira? Tu viste-a, tocaste nela e ficaste durante uns segundos a contempla-la. Depois olhaste para mim, sorriste e beijaste-me.
Já era de manhã. Estávamos os dois a andar, juntos, quando tu voltaste a falar do meu sonho.
“- Está a ser melhor do que o sonho?
- Muito melhor!”
Claro que foi muito melhor do que qualquer sonho, pelo simples facto do que estava a acontecer connosco ser real.
Estávamos tão envolvidos, os dois. Tínhamos montes de gente à nossa volta, mas era como se estivéssemos sózinhos. Como se, por uma noite, o Mundo fosse só nosso.
“- És tão linda…
- Não digas asneiras!
- Estás a deixar-me maluco, Leonor !”
E nós não descolávamos um do outro. Eu, nos teus braços, sentia-me totalmente protegida, sentia que nada de mal me podia acontecer. Ao olhar para ti, ao beijar-te, eu sabia que por ti era capaz de ir para o fim do Mundo. Era capaz de largar tudo e todos, desde que ficasses comigo, assim como estávamos naquela noite, para sempre.
E foi nessa altura que o disseste. Sussurraste-o ao meu ouvido.
“- Adoro-te.”
Respondi-te, apesar de não ter verbalizado nada. Mas eu sei que tu recebeste a minha resposta. E só tu a sabes. E eu também sei uma coisa. Por mais pessoas que passem na minha vida, por mais palavras bonitas que me sussurrem ao ouvido, eu sei que nunca irei esquecer aquele momento. Porque foi o nosso momento. Porque foi a nossa noite.
Hoje é o dia em que pergunto a mim mesma o porquê. Porquê? Porquê e para quê aquela noite tão especial, tão mágica?
Passaram mais de seis meses. Aconteceu muita coisa. Mas apesar de tudo, acordo todos os dias a gostar um bocadinho mais de ti. E digo a mim mesma: “Mas afinal, quem é que eu quero enganar? Eu amo aquele miúdo.” ♥
(Hoje estou extremamente lamechas, peço desculpa!)
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