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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tão bom de se ouvir*


"Obrigada a ti e ao teu bom gosto, que tornam o Mundo mais bonito."


*ainda que não tenha sido dito pela pessoa desejada.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Conclusão #16


Numa relação há sempre a pessoa que ama e a pessoa que se deixa amar. A pessoa que ama é o escravo da relação, a pessoa que se deixa amar é o principezinho.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

...

Estás cada vez mais longe, mas eu continuo a sentir-te tão perto. Merda.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

António Feio








Se vamos mais cedo ou se vamos mais tarde é só uma questão de timing.

Até sempre!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Balde de água fria

É impressionante como planos estabelecidos há meses se podem desmoronar num mísero instante. Assim, só com uma mensagem...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Novelas


Acabou agora a novela Perfeito Coração. Não, eu não segui a novela. Não tenho por hábito ver novelas portuguesas e esta não foi excepção. Mas vi a estreia. E lembro-me como se fosse hoje. Foi naquela fase em que eu já andava com aquele sorriso estúpido estampado na cara vinte e quatro horas por dia. Foi no dia em que eu voltei de Londres. Lembro-me de chegar a casa sozinha e ver a estreia, sozinha também. Estava a começar uma novela que - como todas as novelas - tratava de uma história de amor. E eu própria, nessa altura, estava a começar a viver uma. Coincidência das coincidências: os protagonistas tinham os mesmos nomes.
Hoje, no dia do último episódio, pergunto-me: e esta novela da minha vida, quando termina?

domingo, 18 de abril de 2010

18.10.09

Hoje faríamos seis meses.
Há precisamente um mês atrás estava com ele. Passamos uma tarde incrível. Lembro-me perfeitamente de sair do carro dele e pensar, enquanto caminhava para casa, no quanto me sentia feliz, no quanto ele (apesar de tudo) me fazia sentir feliz.
E foi a última vez que estive com ele. Foi a última vez que o vi, a última vez que o olhei nos olhos. Precisamente há um mês demos o nosso último beijo, tão intenso quanto o primeiro.
Nunca pensei que as coisas mudassem assim, tão rápido. Costumam dizer que quanto maior a subida, maior a queda. E eu estava no auge da minha felicidade.
O tempo voa... Passaram seis meses. Para mim parece que foi ontem. Aquele domingo, noite de serenata, aquele friozinho na barriga...
Já dizia o Pessoa que o valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. O que nós vivemos é o reflexo vivo destas palavras.



sábado, 13 de março de 2010

Hangover


Doí-me a cabeça. Só não sei se será da ressaca ou do peso na consciência.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Verdadeiros Problemas

Ando eu a lamuriar-me pelos cantos, a queixar-me da terrível vida que é a minha e que não aguento a pressão dos exames e que quero desistir de tudo e que só me apetece desaparecer e blá blá blá, quando me apercebo da sorte que tenho ao ter a vida que levo e que os meus problemas, na verdade, não são verdadeiros problemas.
Isto tudo para chegar onde? Um bocadinho longe, ao Haiti. É quando somos confrontados com problemas desta dimensão, que nos damos conta do quão egoístas somos. É só nestas alturas que damos valor à vida, à saúde, estes bens que tantas vezes são mal-tratados. E por quem? Ironia das ironias - por nós mesmos.
Desde esta tragédia que não tenho pensado noutra coisa. Quando fecho os olhos para dormir passam na minha cabeça todas aquelas imagens. Aquele país destroçado, literalmente. Aquelas pessoas sem chão e sem tecto, literalmente. Os cadáveres espalhados pelas ruas a serem decompostos e à mercê de serem comidos pelos insectos. O desespero chapado na cara das pessoas. A falta de comida e de água potável. A falta de meios de ajuda. É horrível! Sinto muito por aquele povo, já tão pobre e sofrido. Sinto mesmo muito!
Quero aqui pedir-vos para ajudarem, de alguma maneira, as vitimas deste sismo. Não faltam campanhas de solidariedade para angariação de fundos e bens essenciais. Ajudem com o que puderem, a sério. Eu vou ajudar.
O Planeta Terra está a revoltar-se contra nós e isso vê-se na dimensão que este tipo de catástrofes está a ganhar. A Mãe Natureza é muito forte e nós não temos qualquer hipótese contra ela. Ou tentamos mudar a situação rapidamente ou, mais cedo ou mais tarde, vamos todos acabar assim.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Conclusão #5

Há dois tipos de pessoas: as que querem usar os outros e as que querem ser usadas pelos outros.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Há tanta coisa por dizer...

Hoje voltei a lembrar-me de tudo. Não te vou dizer que foi mágico, não te vou dizer que foste especial. Mas foste único, disso tenho a certeza.
Hoje estavas sentado à minha frente, estavas a falar comigo e eu estava a responder-te, naturalmente. Mas eu não estava ali. Estava bem longe. Estava a pensar em tudo o que se passou e, sobretudo, estava a pensar na nossa capacidade de agir como se nada tivesse acontecido. Nunca chegamos a falar daquilo que houve entre nós naqueles dias, naquele sítio. Nunca falamos sobre isso e, no entanto, agimos como se tudo tivesse ficado esclarecido. Mas não ficou. Nem para mim, nem para ti… Ainda há tanta coisa por viver!


Há tantas coisas que nunca te disse. Flutuo por este noante em busca dessas palavras a menos, atravessadas entre nós como um longo corredor de prisão.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Catástrofes


"Não consegui dormir por causa do presságio de algo irremediável. Desde madrugada comecei a contar o passar das horas no relógio da catedral, até às sete badaladas terríveis. A campainha do telefone começou às oito: prolongada, tenaz, imprevisível, durante mais de uma hora. Não apenas não atendei: não respirei. Pouco antes das dez bateram à porta, primeiro com o punho, e depois com gritos de vozes conhecidas e detestadas. Temia que a deitassem abaixo por algum percalço grave, mas pelas onze a casa ficou no silêncio crispado que sucede às grandes catástrofes."

Memória das minhas putas tristes, Gabriel García Marquez

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Entre a espada e a parede

Era assim que ela estava. Por um lado a promessa que lhe fizera; por outro, os amigos a quem não queria mentir. Estava numa situação desagradável. Tinha duas opções: ou trair a confiança que ele depositara nela ou então mentir aos seus amigos de sempre, aqueles que sempre estiveram ao lado dela quando ela mais precisou. O pior, era que nenhuma destas opções obedecia aos seus princípios nem respeitava os seus valores. Ela, que se achava uma pessoa de valores inabaláveis… É a isto que se chama ironia do destino...


"I never ever, I forget my story. My face is no sad, but inside, I am sad"