terça-feira, 7 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

703: Sonhos

Estavam os dois na paragem à espera do autocarro. Não se conheciam. A única coisa que tinham em comum era aquela espera, que parecia não mais cessar. Ela estava impaciente, notava-se perfeitamente. Ele também mas, ao contrário dela, aparentava estar sereno. Estavam os dois atrasados, tinham os dois pessoas à sua espera e sítios onde já deveriam estar há algum tempo. Estavam há mais de meia hora naquela paragem de autocarro. Não trocaram uma palavra. Apenas um ou outro olhar cruzado. Aproxima-se uma amiga dela. Ele apercebe-se que aquele encontro foi um puro acaso. Ela conta à amiga tudo aquilo que lhe tentou contar, a ele, através dos olhares trocados. Estou aqui há imenso tempo, estou a dar em doida! O meu pai já está à porta de minha casa à minha espera e eu ainda nem tenho as malas feitas! Ele observava-a, atentamente. Ela apercebia-se.
Finalmente, chegou o tão esperado autocarro. Apesar da pressa, ficaram os dois como que desapontados. Ele tinha a sua vida. Ela tinha a dela. Não se conheciam, nunca sequer se tinham visto. Mas, durante aqueles minutos, vivenciaram a mesma experiência, como se estivessem a partilhar uma outra dimensão. Um mundo paralelo. Entraram, enfim, no autocarro que, devido ao monumental atraso, ia apinhado de gente. Constituiu-se uma cena que poderia ter como banda sonora a música do Carlos Paião - Foram juntos no outro dia, como por magia, no autocarro em pé. Iam quase colados um ao outro. Ela estava constrangida. Ele percebeu e deixou escapar um tímido sorriso. Ela sorriu também, baixando imediatamente o olhar.
Mais tarde ou mais cedo, um deles iria sair do autocarro e, muito provavelmente, nunca mais se voltariam a encontrar. Pensavam ambos nisso. Apesar de estarem com pressa, de terem compromissos e de já estarem muito atrasados, não queriam que aquele momento acabasse. Até que o autocarro parou. Era o regresso à realidade. Mas, para espanto de ambos, saíram na mesma paragem. Mesmo querendo continuar naquele limbo, ela acelerou o passo. Tinha o pai à espera e sabia que, tal como ela, ele odiava esperar. Quando chegou à sua rua, como que por instinto, olhou para trás. E lá estava ele. Seremos vizinhos? - era uma questão que flutuava no pensamento dos dois. Ele observava-a, torcendo para que o destino deles fosse o mesmo. Mas viu-a a subir as escadas de um prédio, depois de ter ido a um carro dizer qualquer coisa que ele conseguiu ouvir. Deve ser o pai dela - pensou. Estava certo.
Ela abriu a porta do prédio mas, antes de entrar, olhou para trás. Queria "despedir-se". Olharam-se durante não mais que 10 segundos. Mas foram 10 segundos intensos. Talvez os mais intensos das suas vidas. Ela entrou no prédio e ouviu a porta a bater nas suas costas. Ele continuou a andar. Ambos seguiram os seus caminhos, ambos seguiram as suas vidas. E ainda pensam, os dois, naquele dia em que o autocarro nunca mais vinha. Ainda pensam num possível reencontro. Talvez numa dessas paragens, algures nessa cidade. O autocarro era o 703. O destino? Sonhos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Mensagem recebida


Ontem recebi uma mensagem da minha irmã a dizer "Acabei de conhecer o gajo que apresenta os ídolos. Tinha que te enviar mensagem!". O meu Manzarra?! Diz-lhe que sou fã desde os tempos do CC!
É nestas alturas que eu invejo a minha irmã por viver na capital.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Heaven is overrated



Now that she's back in the atmosphere
With drops of jupiter in her hair,
She acts like summer and walks like rain,
Reminds me that there's a time to change.
Since the return of her stay on the moon
She listens like spring and she talks like june...

Can you imagine no love, pride, deep fried chicken
Your best friend always stickin up for you
(even when i know you're wrong)?
Can you imagine no first dance,
Freeze dried romance
5 hour phone conversation
The best soy latte that you ever had and me?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sonhar


Começo a acreditar que os meus sonhos são premonitórios. Medo, muito medo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Frase do mês #11

Feriado


Hoje a tarde foi dedicada às decorações de Natal. Decorei a árvore mais bonita de sempre, modéstia à parte. Neste momento ela é o meu orgulho, o meu bebé. Ao final do dia ainda se arranjou um espacinho para um cházinho quente e uns scones óptimos, receita da mamã mas confecção minha.