terça-feira, 7 de junho de 2011

Nunca tive coragem.

Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe uma mensagem a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes e flores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho.
Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo.


Margarida Rebelo Pinto

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cair


Hoje chorei, chorei, chorei, chorei... Porquê? Por tudo e por nada. Porque me sinto a um passo do precipício e não sei como recuar. O pior de tudo é que o que mais me apetece é deixar-me cair. Simplesmente. E acabar com tudo, de uma vez por todas.

domingo, 5 de junho de 2011

Siga VOTAR!

Mais do que um direito, é um dever. Não se esqueçam! Ah, e não votem em branco nem nulo... Se não gostam de nenhum dos "grandes", votem num dos mais "pequeninos". É isso mesmo que eu vou fazer.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Life is a circus

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dos meus dias no Algarve


Fez-me bem estar distante durante estes dias. Afastei-me de tudo mesmo. Não comuniquei com ninguém, excepto com a minha mãe, o meu pai e ele. E foi bom. Consegui abstrair-me do que mais me andava a atormentar. Aproveitei a praia, o sol, aquele mar quente e azul turquesa. Descansei, dormi, apanhei um escaldão enorme. O amigo da minha amiga que nos deu alojamento é uma pessoa incrível e foi óptimo ter tido a oportunidade de o conhecer. A Lu, como sempre, mostrou-se uma companhia fantástica. Rimos muito, dissemos as maiores barbaridades, cozinhamos juntas, tiramos fotos juntas... Enfim, correu tudo muito melhor do que o seria de esperar.
Ninguém disse que a vida ia ser fácil, pois não? Mas é por estas pequenas coisas, estes pequenos momentos que ela vale a pena!
Agora, de volta à vida real, apesar de ter mil e uma coisas para fazer, de os problemas continuarem cá e sem resolução possível à vista, sinto-me renovada. Com mais força.
"Obrigada por existirem", mesmo. Nos abraços da despedida, no descolar do avião, houve uma lágrima a querer escapar. Odeio despedidas e aquela nostalgia típica faz-me espécie. Mas como tudo tem um lado positivo... Faço das lembranças um lugar seguro.

Voltei!

E foi muito bom! Para já só consigo dizer isto. Amanhã conto pormenores e mostro fotos. Beijinhos.